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No Moinho do Engenho

Humberto Barbosa

Letra

    No moinho do engenho, o bagaço da cana
    Brincando com Ana, perdi meu colar
    De contos de fada, geração que mata
    Uma voz de agouro, que os anos vindouros, com riso ou com choro

    E a sorte a bailar, borboletas,
    Colorindo o canto do zabelê
    Sem medo do dedo, ferir a menina dos olhos
    De prata, da mata, pé no chão...

    Não sou ateu, nem pagão, meu Deus, pranto derramou
    Eu não vi mais vou dizer, que este sol, mar ou flor, carnaval
    A tua pele macia, na cor do dia e de noite
    Pago dobrado pra jogar calado, o jogo da vida

    (Brincando com Ana perdi meu colar)

    Amanhã será guerra vencida,
    A tua dor no meu peito esquecida
    Não joguei pelo ar
    Quer que diga tudo,
    Que hoje devo me lembrar...

    (Brincando com Ana perdi meu colar)


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