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A Língua do Poeta

iDemBarra

The Poet's Tongue

The poet said not to create
In another language that
Not my own
But every single meaning
Is always so hidden behind
Rusted locks
I can try to either open
Holes or lift and throw
The heaviest of rocks
It won't break…
Open to me alone
Not even a movement.
Not even a crack.
For that i shout using
A strange dry tongue,
In a languid lash
And no kiss coming from
This mouth will deliver
True meaning
However, swallow saliva, sap,
All sapience in no way revealing
I try to breath through a gash.
But, not even a movement.
Not even a crack.
Ah, a squeal is the sound
You might hear in this throat contact
While a phantom pain explodes intruder
Into your soul, deep far
Listen to our mother language.
In confusing new words we do spar
The same different words attack.
In no way a movement…nor the slightest crack.

A Língua do Poeta

O poeta disse para não criar
Em outra língua que
Não é a minha
Mas todo e qualquer significado
Está sempre tão escondido atrás
De fechaduras enferrujadas
Posso tentar abrir
Buracos ou levantar e jogar
As pedras mais pesadas
Não vai quebrar...
Aberto só para mim
Nem mesmo um movimento.
Nem mesmo uma fissura.
Por isso eu grito usando
Uma língua estranha e seca,
Com um estalo lânguido
E nenhum beijo vindo de
Esta boca vai trazer
O verdadeiro significado
No entanto, engulo saliva, seiva,
Toda a sabedoria de forma alguma revelando
Tento respirar através de um corte.
Mas, nem mesmo um movimento.
Nem mesmo uma fissura.
Ah, um grito é o som
Que você pode ouvir nesse contato de garganta
Enquanto uma dor fantasma explode intrusa
Dentro da sua alma, bem fundo
Ouça nossa língua materna.
Em novas palavras confusas nós lutamos
As mesmas palavras diferentes atacam.
De forma alguma um movimento... nem a menor fissura.

Composição: Fernando Cameira / Lia