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Beba Tudo

Idyllic Graves

Drink It Down

The forest doesn't open paths
It closes around you
Drums echo through roots and bone
The ground listens

Night falls thick on the leaves
Six eyes burn inside the fire
Painted skin, shaking hands
Names rot on my tongue

Earth under nails
Smoke in the lungs
The cup comes back
Black
Bitter

Final

No chant for comfort
No song for peace
Only rhythm
Only teeth

Drink it down, Face it all
There's no coming back tonight
Break your name, Lose control
Dance with fear, stay alive

Roots crawl inside my chest
Veins learn a new language
Serpents speak with my voice
Memories sweat and crawl

I vomit fathers
I spit gods
I choke on promises
I once swallowed whole

Trees lean closer
Breathing slow
They don't judge
They know

Ancient eyes, No mercy
No forgiveness
No disguise
They don't ask who I am
They show me What survived

Drink it down, Face it all
There's no coming back tonight
Break your name, Lose control
Dance with fear, stay alive

Drums cut the night open
Heartbeat out of time
Jaguar breath on my neck
Mud on my spine
I face the ones I fed
The fears I called spirits
The lies I dressed as faith
The love I let rot
They don't leave
They circle

I walk through myself
Barefoot
Bleeding
Every demon
Wearing my face

The forest does not punish
It reflects
There is no cure
Only passage

Drink it down, I can't breathe
There's no skin left on my fear
Break my name, Strip me raw
Make it real, make it clear
Hold me here, Don't let go
If I run, I disappear
Burn me through Leave the bones
If I live, let it be sincere

Dawn bleeds through the trees
Ash on my face
Mud on my chest
Not healed, not saved
But back, laughing
Crying, still shaking

This was not salvation
This was survival
This was a night to remember

Beba Tudo

A floresta não abre caminhos
Ela se fecha ao seu redor
Tambores ecoam por raízes e ossos
A terra escuta

A noite cai densa sobre as folhas
Seis olhos queimam dentro do fogo
Pele pintada, mãos tremendo
Nomes apodrecem na minha língua

Terra sob as unhas
Fumaça nos pulmões
A taça volta
Preta
Amarga

Final

Nenhum canto para conforto
Nenhuma canção para paz
Apenas ritmo
Apenas dentes

Beba tudo, enfrente tudo
Não tem volta essa noite
Quebre seu nome, perca o controle
Dance com o medo, fique vivo

Raízes rastejam dentro do meu peito
Veias aprendem uma nova língua
Serpentes falam com minha voz
Memórias suam e rastejam

Eu vomito pais
Eu cuspo deuses
Eu engasgo com promessas
Que um dia engoli inteiras

As árvores se inclinam mais perto
Respirando devagar
Elas não julgam
Elas sabem

Olhos antigos, sem misericórdia
Sem perdão
Sem disfarce
Elas não perguntam quem eu sou
Elas me mostram o que sobreviveu

Beba tudo, enfrente tudo
Não tem volta essa noite
Quebre seu nome, perca o controle
Dance com o medo, fique vivo

Tambores cortam a noite aberta
Batimento fora de tempo
Respiração de jaguar no meu pescoço
Lama na minha coluna
Eu enfrento aqueles que alimentava
Os medos que chamei de espíritos
As mentiras que vesti de fé
O amor que deixei apodrecer
Eles não vão embora
Eles circulam

Eu caminho por mim mesmo
Descalço
Sangrando
Cada demônio
Usando meu rosto

A floresta não pune
Ela reflete
Não há cura
Apenas passagem

Beba tudo, não consigo respirar
Não há pele sobrando no meu medo
Quebre meu nome, me deixe cru
Torne real, torne claro
Me segure aqui, não solte
Se eu correr, eu desapareço
Queime-me por dentro, deixe os ossos
Se eu viver, que seja sincero

A aurora sangra entre as árvores
Cinzas no meu rosto
Lama no meu peito
Não curado, não salvo
Mas de volta, rindo
Chorando, ainda tremendo

Isso não foi salvação
Isso foi sobrevivência
Isso foi uma noite para lembrar

Composição: Deyvson Felipe Santos