En La Vieja Pulpería
Estaba hasta los topes; la vieja pulpería
Alegres los paisanos; chupaban sin cesár
Al ver que a la trastienda saliste aquél día
Sin miedo a tu taita yo me largué a cantar
Que vos serás mi virgen; te dije entre otras cosas
Al son de mi guitarra en tiempo prudencial
Y vos pa' no ser menos; con manos temblorosas
Un pensamiento prendiste en mi ojal
Después de aquél halago; ¿no te acordás mi chirusa?
Que me estrujaron la blusa; pa' arrancarme aquella flor
Y que luego mi cuchillo como una luz de ligero
Marcó un barbijo certero por la causa de tu amor
Pensá en aquella tarde; en que te llevaba en ancas
De mi caballo oscuro para hacerte mi mujer
En aquél mozo guapo que al pie de la barranca
Con mi primer hachazo se fue pa' no volver
Pa' qué por tu cariño jugué mi vida entera
¡Malhaya! ¿quién diría que me ibas a olvidar?
Marearte con las hembras en una gran zoncera
Por eso que dende aura; por naide vi'a llorar
Andáte chirusa ingrata; que no me daña tu ausencia
Y decile a tu conciencia: "vos mañana volverás"
Podés irte pa'nde quieras; pa' mi ya nada te pido
Con los vientos del olvido podés castigar nomás
Na Velha Pulperia
Estava lotada; a velha pulperia
Os paisanos alegres; bebendo sem parar
Ao ver que da trastienda você saiu naquele dia
Sem medo do seu pai, eu me joguei a cantar
Que você será minha virgem; eu disse entre outras coisas
Ao som da minha guitarra em tempo prudencial
E você pra não ficar atrás; com mãos trêmulas
Acendeu um pensamento no meu ojal
Depois daquele elogio; não se lembra, minha querida?
Que me apertaram a blusa; pra arrancar aquela flor
E que depois minha faca como uma luz ligeira
Marcou um golpe certeiro por causa do seu amor
Pense naquela tarde; em que te levava nas costas
Do meu cavalo escuro pra te fazer minha mulher
Naquele rapaz bonito que ao pé da barranca
Com meu primeiro golpe se foi pra não voltar
Pra que por seu carinho joguei minha vida inteira
Maldita! quem diria que você ia me esquecer?
Se embriagar com as mulheres numa grande besteira
Por isso que desde agora; por ninguém vou chorar
Vá embora, ingrata; que sua ausência não me machuca
E diga à sua consciência: "você amanhã voltará"
Pode ir pra onde quiser; pra mim já não te peço nada
Com os ventos do esquecimento, você pode só me castigar
Composição: Francisco Brancatti - Enrique Maciel