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La Canción de Amalia

Ignacio Corsini

Letra

A Canção de Amália

La Canción de Amalia

O sangue do ano de 40 molhavaLa sangre del año '40 mojaba
Teu rosto divino, cor de jasmimTu rostro divino color de jazmín
Dolente azucena na tiraniaDoliente azucena en la tiranía
Nunca Buenos Aires se esquece de tiJamás Buenos Aires se olvida de ti
Sonhando, vivias na quinta sozinhaSoñando vivías en la quinta sola
E o rio te dava sua canção mortalY el río te daba su mortal canción
Suspiram os salgueiros da rua longaSuspiran los sauces de la calle larga
Ouvia-se ao longe um canto de amorSe oía a lo lejos un canto de amor

Belgrano te amava, jasmim tucumanoBelgrano te amaba jazmín tucumano
A adaga de rosas, seu peito buscouLa daga de rosas, su pecho buscó
Choraram de angústia tuas belas pupilasLloraron de angustia tus bellas pupilas
Nas noites vermelhas do restauradorEn las noches rojas del restaurador

Com fitas celestes em tuas tranças negrasCon cintas celestes en tus trenzas negras
Ele abria as portas do velho jardimLe abría las puertas del viejo jardín
Guitarras portenhas diziam as glóriasGuitarras porteñas decían las glorias
Que aqueles amores cantavam por tiQue aquellos amores cantaban por ti

Rondaram as adagas; a quinta vaziaRondaron las dagas; la quinta vacía
A doce guitarra parou de tocarLa dulce guitarra dejó de cantar
Eduardo Belgrano estava morrendoEduardo Belgrano se estaba muriendo
E ali nos roseirais gotejava um punhalY allí en los rosales goteaba un puñal

Sonhava ser livre; sonhou que eras suaSoñaba ser libre; soñó que eras suya
E em teus olhos negros viu a liberdadeY en tus ojos negros vio la libertad
Olhou a divisa celeste em tuas trançasMiró la divisa celeste en tus trenzas
Beijou tuas pupilas e já não falou maisBesó tus pupilas y ya no habló más

Os salgueiros chorosos tremendo no rioLos sauces llorosos temblando en el río
E o vento nas grades do bairro do sulY el viento en las rejas del barrio del sud
Cantavam teu idílio de amor e de morteCantaban tu idilio de amor y de muerte
Na rua longa sob o céu azulEn la calle larga bajo el cielo azul

Suspiro dolente de amor sem venturasSuspiro doliente de amor sin venturas
Ouvias, Amália, a ardente cançãoOías Amalia la ardiente canción
Que Eduardo Belgrano com voz moribundaQue Eduardo Belgrano con voz moribunda
Cantava ao teu ouvido dizendo adeusCantaba a tu oído diciéndote adiós

Composição: Enrique Maciel / Héctor Pedro Bloomberg. Essa informação está errada? Nos avise.

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