Citizen
Citizen!
Whence came your voice
your right to speak?
Is there a purpose to your tongue
and gnawing teeth?
I ask thee;
How deep and hollow
is your mouth?
What lie is too decayed
for you to stomach?
With humility and obedience
you pride yourself
Evasive and lukewarm
until the end
Citizen!
The interdependent morality
of your collective
made too soft the bed
in which you lie
I ask Thee;
Do you acknowledge
your own fragility
when you sleep
to serve the "Greater Good"
United in fear
Lives "hard to bear"
Illusions that "we are all peers"
I preach not for understanding
In you I have no faith
I spit at you my truth;
that you are the burden of my heritage
For herein lies the irony
There is neither room
nor air
for the wakeful fire
in your precious world
of equality
Citizen!
You are truly faithful
to tradition
when you crucify
those whose voices burn
Alas
a hundred years from now
you recite and corrupt
their epitaphs
to crucify another
Cidadão
Cidadão!
De onde veio sua voz
seu direito de falar?
Há um propósito na sua língua
e nos dentes que roem?
Eu te pergunto;
Quão fundo e oco
é a sua boca?
Que mentira é tão podre
que você não consegue engolir?
Com humildade e obediência
você se orgulha
Evasivo e morno
fins ao fim
Cidadão!
A moralidade interdependente
do seu coletivo
deixou a cama
que você ocupa muito macia
Eu te pergunto;
Você reconhece
sua própria fragilidade
quando dorme
para servir ao "Bem Maior"
Unidos pelo medo
Vidas "difíceis de suportar"
Ilusões de que "todos somos iguais"
Eu não prego por compreensão
Em você eu não tenho fé
Eu cuspo a minha verdade em você;
que você é o fardo da minha herança
Pois aqui reside a ironia
Não há espaço
nem ar
para o fogo desperto
no seu precioso mundo
de igualdade
Cidadão!
Você é verdadeiramente fiel
a tradição
quando crucifica
aqueles cujas vozes queimam
Ai de mim
um século a partir de agora
você recita e corrompe
escritos em suas lápides
para crucificar outro