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Anestesia

Iker Plan

Anestesia

Y cuánto tiempo más se va a retrasar este momento
Entre cimientos ahogado, me siento de cemento
Sin poder decir lo siento, solo lamentos
Inconscientes en la lucha donde caen ya cientos

Quién soy, me pregunto en mi cabeza
Pensando que estoy de paso y que pocos son los que rezan
A veces no encajan todas las piezas no

Echo de menos tus abrazos, pero ahora no es momento
Y aunque todo esto se pase, no sé si me mientes o me miento
Ya no lo sé

Siempre latí intenso
No sé si temes por mí
Recuérdame quién soy
No tienes nada que decir

No sé qué siento
Tanto que decir y sigo dentro del beat
Imaginando la forma de luchar contra el frenesí
Si fui infectado en cuarentena el veneno solo pudo salir
Porque la vida metió demasiada mierda dentro mí

Y sí, así están las cosas en esta escena
La gente se muere y yo me muero por salir de aquí
Y lo cierto es que esto va a durar bastante, no te intento mentir
Ya nada será como antes

Personas jóvenes y viejas que no hacen caso, tan espejo
Policías corruptos y otros que solo hacen bien su trabajo
Una película en donde todos cabizbajos, lejos
Piensan desde el balcón de sus casas comprar lo más básico a plazos

La economía está perdida, desde la línea al gráfico
El sueño americano
Las grandes potencias mundiales privatizando al sanitario
Y aquí en España adaptando el Ifema por falta de espacio

Me pregunto en mi cabeza
Mientras otros rezan
¿Y cuánto tiempo más se va a retrasar este momento?

Quiero ver a la abuela y no puedo
Quiero abrazar a colegas, les siento lejos
Viajar sin esta mierda que me deja perplejo
Mirando en la ventana, por un catalejo

Quiero ver a mi hermano y no puedo
Quiero abrazar a colegas, les siento lejos
Viajar sin esta mierda que me deja perplejo
Mirando en la ventana

Y cuánto tiempo más se va a retrasar este momento
Entre cimientos ahogado, me siento de cemento
Sin poder decir lo siento, solo lamentos
Inconscientes en la lucha donde caen ya cientos

Quién soy, me pregunto en mi cabeza
Pensando que estoy de paso y que pocos son los que rezan
A veces no encajan todas las piezas

Echo de menos tus abrazos, pero ahora no es momento
Y aunque todo esto se pase, no sé si me mientes o me miento
Ya no lo sé

Siempre latí intenso
No sé si temes por mí
Recuérdame quién soy
No tienes nada que decir

Dedicado a la gente con ansiedad, depresión, que no lo admite, todo irá bien
Dedicado a cada autónomo que está currando, sin límite
A esas personas que lo llevan bien hasta que no
A esa persona no atendida por falta de espacio
A la enfermera que cobrando igual se deja la vida en cada retazo

Anestesia

E quanto tempo mais esse momento vai se atrasar
Entre alicerces afogado, me sinto de cimento
Sem poder dizer desculpa, apenas lamentos
Inconscientes na luta onde já caem centenas

Quem sou eu, me pergunto em minha cabeça
Pensando que estou de passagem e que poucos rezam
Às vezes todas as peças não se encaixam

Sinto falta dos seus abraços, mas agora não é hora
E mesmo que tudo isso passe, não sei se você mente ou se eu minto
Já não sei

Sempre bati intenso
Não sei se teme por mim
Lembre-me quem sou
Você não tem nada a dizer

Não sei o que sinto
Tanto para dizer e continuo dentro do ritmo
Imaginando como lutar contra a loucura
Se fui infectado em quarentena, o veneno só pôde sair
Porque a vida colocou muita merda dentro de mim

E sim, é assim que as coisas estão nessa cena
As pessoas estão morrendo e eu estou morrendo para sair daqui
E a verdade é que isso vai durar muito, não estou tentando mentir
Nada será como antes

Pessoas jovens e velhas que não obedecem, tão espelho
Policiais corruptos e outros que apenas fazem bem o seu trabalho
Um filme onde todos estão de cabeça baixa, distantes
Pensam do balcão de suas casas em comprar o mais básico a prazo

A economia está perdida, da linha ao gráfico
O sonho americano
As grandes potências mundiais privatizando a saúde
E aqui na Espanha adaptando o Ifema por falta de espaço

Me pergunto em minha cabeça
Enquanto outros rezam
E quanto tempo mais esse momento vai se atrasar?

Quero ver a avó e não posso
Quero abraçar os amigos, sinto-os distantes
Viajar sem essa merda que me deixa perplexo
Olhando pela janela, por um telescópio

Quero ver meu irmão e não posso
Quero abraçar os amigos, sinto-os distantes
Viajar sem essa merda que me deixa perplexo
Olhando pela janela

E quanto tempo mais esse momento vai se atrasar
Entre alicerces afogado, me sinto de cimento
Sem poder dizer desculpa, apenas lamentos
Inconscientes na luta onde já caem centenas

Quem sou eu, me pergunto em minha cabeça
Pensando que estou de passagem e que poucos rezam
Às vezes todas as peças não se encaixam

Sinto falta dos seus abraços, mas agora não é hora
E mesmo que tudo isso passe, não sei se você mente ou se eu minto
Já não sei

Sempre bati intenso
Não sei se teme por mim
Lembre-me quem sou
Você não tem nada a dizer

Dedicado às pessoas com ansiedade, depressão, que não admitem, tudo ficará bem
Dedicado a cada autônomo que está trabalhando, sem limite
Àquelas pessoas que lidam bem até que não
Àquela pessoa não atendida por falta de espaço
À enfermeira que, mesmo ganhando igual, dedica a vida em cada pedaço

Composição: Iker Plan