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Pai Nosso

Il Teatro Degli Orrori

Padre Nostro

Padre nostro
che sei nei cieli
tu sia benedetto, venga il tuo regno
sia fatta la tua volontà
come in cielo, così in terra
dacci oggi il nostro pane quotidiano
rimetti a noi i nostri debiti
così come noi li rimettiamo ai debitori
non mi indurre in tentazione
ma liberami dal male
liberami dal male x2
dal male
dal male e dalla malinconia
LIBERAMI
dal malaugurio
dai maldicenti
dagli ipocriti
dagli ignoranti
da questa congerie magari di uomini abbienti e miseri
il prossimo il remoto il passato il futuro
non sono più niente
non soltanto i terremoti
ma le guerre e le ingiustizie
il languore della fame. Come se fosse giusto
come se niente fosse. E i dispersi in mare
e gli innocenti in galera e la fatica
il dolore e ancora la fame
come se niente fosse
come se fosse giusto
non soltanto Dio non governa il mondo
ma neppure io posso farci niente
se non fosse così, sarebbe terribile
non soltanto Dio non governa il mondo
ma neppure io posso farci niente
non è compito mio, ci penserà qualcun' altro
Padre nostro, che sei nei cieli, venga il tuo regno
sia fatta la tua volontà
come in cielo, così in terra
la fuoriserie ed il guard rail
abbreviano l'attesa in un baleno
mi ricordano la vita finisce per tutti
per i belli e per i brutti
non c'è niente da fare. Se soltanto le pietre
potessero parlare: griderebbero vendetta
padre nostro. non perdonarli mai
sapevano e sanno benissimo
quello che fanno: dicono sia legale
non soltanto Dio non governa il mondo
ma neppure io posso farci niente
se non fosse così, sarebbe terribile
non soltanto Dio non governa il mondo
ma neppure io posso farci niente
non è compito mio, ci penserà qualcun' altro
-ad infinitum-

Pai Nosso

Pai nosso
que estás nos céus
seja bendito, venha o teu reino
seja feita a tua vontade
como no céu, assim na terra
nos dá hoje o nosso pão de cada dia
perdoa nossas dívidas
assim como nós perdoamos aos devedores
não nos deixes cair em tentação
mas livra-nos do mal
livra-nos do mal x2
do mal
do mal e da melancolia
LIVRA-NOS
do mau agouro
dos faladores
dos hipócritas
dos ignorantes
dessa mistura talvez de homens ricos e miseráveis
o próximo, o distante, o passado, o futuro
não são mais nada
não só os terremotos
mas as guerras e as injustiças
a fraqueza da fome. Como se fosse justo
como se nada fosse. E os perdidos no mar
e os inocentes na prisão e o cansaço
a dor e ainda a fome
como se nada fosse
como se fosse justo
não só Deus não governa o mundo
mas eu também não posso fazer nada
se não fosse assim, seria terrível
não só Deus não governa o mundo
mas eu também não posso fazer nada
não é minha tarefa, alguém vai cuidar disso
Pai nosso, que estás nos céus, venha o teu reino
seja feita a tua vontade
como no céu, assim na terra
a supercarro e a mureta
afugentam a espera num instante
me lembram que a vida acaba para todos
para os bonitos e para os feios
não há nada a fazer. Se apenas as pedras
pudessem falar: gritariam por vingança
pai nosso. nunca os perdoe
sabiam e sabem muito bem
o que fazem: dizem que é legal
não só Deus não governa o mundo
mas eu também não posso fazer nada
se não fosse assim, seria terrível
não só Deus não governa o mundo
mas eu também não posso fazer nada
não é minha tarefa, alguém vai cuidar disso
-ad infinitum-

Composição: Giulio Ragno Favero / Il Teatro Degli Orrori / Pierpaolo Capovilla