Mama Aída
Ahora que me miras en silencio
necesito beber toda tu historia,
descendiente del sol y de la pampa,
dueña mía y de toda mi memoria.
Cuéntame de la tierra salitrera,
canta de nuevo niña como en Puelma,
hija y madre mayor de diez hermanos,
siempre adelante abriendo nuevas sendas.
Quiero volver al tiempo que reías
en Pampa Unión, al sol de Los Dones,
por que heredé tu historia de nortina,
tus antiguas serenatas;
volver para encontrarte caminando
por las soleadas calles de Vergara.
Dame la fuerza inmensa de tu canto,
no silencies tu paso de matriarca,
describe una velada en Chacabuco,
paridora de hijos y batallas.
Cuéntame de la tierra salitrera,
canta de nuevo niña como en Puelma,
hija y madre mayor de diez hermanos,
siempre adelante abriendo nuevas sendas.
Quiero volver ....
Mamãe Aída
Agora que você me olha em silêncio
preciso beber toda a sua história,
descendente do sol e da pampa,
minha dona e de toda a minha memória.
Conte-me sobre a terra salitrera,
cante de novo, menina, como em Puelma,
filha e mãe mais velha de dez irmãos,
sempre em frente, abrindo novas trilhas.
Quero voltar ao tempo em que você ria
em Pampa União, sob o sol de Los Dones,
porque herdei sua história de nortina,
suas antigas serenatas;
voltar para te encontrar caminhando
pelas ensolaradas ruas de Vergara.
Dê-me a força imensa do seu canto,
não silencie seu passo de matriarca,
descreva uma noite em Chacabuco,
mãe de filhos e batalhas.
Conte-me sobre a terra salitrera,
cante de novo, menina, como em Puelma,
filha e mãe mais velha de dez irmãos,
sempre em frente, abrindo novas trilhas.
Quero voltar ....
Composição: N. Lemus / R. Márquez