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Monja (Poema de Cruz e Souza)

Império Dos Sentidos

Letra

    Ó Lua, Lua triste, amargurada
    Phantasma de brancuras vaporosas
    A tua nivea luz ciliciada
    Faz murchecer e congelar as rosas

    Nas floridas seáras ondulosas
    Cuja folhagem brilha phosphoreada
    Passam sombras angélicas, nivosas
    Lua, Monja da cella constellada

    Philtros dormentes dão aos lagos quiétos
    Ao mar, ao campo, os sonhos mais secretos
    Que vão pelo ar, noctambulos, pairando

    Então, ó Monja branca dos espaços
    Parece que abres para mim os braços
    Fria, de joelhos, trémula, rezando


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