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Enterrado Entre

In Twilights Embrace

Buried in Between

Waiting without pausing for breath
With wasteland deep inside
Dust that can't be washed away
By merely sounds of rain
Every single droplet
Seems so tangible
Hope can be a quicksand
Or salvation from a fall
As tears are falling
Rain is a bridge to relief
As you beg for this moment
Which always comes too late
Born for ground, not for water
Meant for living, not for thinking

When changing ground for water,
We will drown one day
And only wolves will guard our coffins
Among thorny, desert myrtles
Where world is not ending
And hell's not beginning

We often feel like caught somewhere in between: in our emotional life or when reflecting on human existence. Lasting in a deadlock, always on the border and never on one of the sides, we wait for a change. Furthermore the torpor caused by our indifference, fear, anxiety as well as by lack of courage and endless waiting overtakes us. We should realize that acting numb is just surviving, not living. There must be something to push us out of this impasse. Are we alive or just breathing?

Enterrado Entre

Esperando sem parar pra respirar
Com um deserto dentro de mim
Poeira que não sai de jeito nenhum
Só com o som da chuva
Cada gota que cai
Parece tão real
A esperança pode ser um atoleiro
Ou a salvação de uma queda
Enquanto as lágrimas caem
A chuva é uma ponte pra alívio
Enquanto você implora por esse momento
Que sempre chega tarde demais
Nascido pra terra, não pra água
Feito pra viver, não pra pensar

Quando trocamos terra por água,
Um dia vamos nos afogar
E só lobos vão vigiar nossos caixões
Entre murta espinhosa do deserto
Onde o mundo não acaba
E o inferno não começa

Muitas vezes nos sentimos presos em algum lugar no meio: na nossa vida emocional ou ao refletir sobre a existência humana. Presos em um impasse, sempre na fronteira e nunca de um dos lados, esperamos por uma mudança. Além disso, o torpor causado pela nossa indiferença, medo, ansiedade, assim como pela falta de coragem e a espera sem fim nos domina. Devemos perceber que agir como se nada importasse é apenas sobreviver, não viver. Deve haver algo que nos empurre para fora desse impasse. Estamos vivos ou apenas respirando?