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O Martelo das Bruxas

Indio Solari

El Martillo de las Brujas (Malleus Maleficarum)

Muere hoy, la vida, en falsedad
De cuna a tumba, siempre en falsedad
Y te dejas llevar así, oh
Con tus tonterías, vos te entregás

Tu San Ernesto de La Higuera cargás
Y todo su mundo vos replicás
Con lo bueno, bueno, nunca te cruzás
En las vidrieras, no lo vas a encontrar, eh

Hacemos otro usted, para usted
Un bello clon
Los mejores vinos que hay
En el súper, nunca están

Los dueños de la leyenda, ellos son
Los que joden tu placer
Tu cuerpo falso se ve mal
Como casi todo hoy

Pósters de obras de arte, vos comprás
Y cargás tu pesada bijouterie
¿No será pecado aguantar
Que decidan, de una vez, derramar?

Barrio bonito, barrio cuidado
La moderna soledad
Barrio sereno y custodiado
La compasión allí no está

Marea brava, marea oscura
¿Y la guardia dónde está?

O Martelo das Bruxas

Morre hoje, a vida, por causa da falsidade
Do berço ao túmulo, sempre por causa da falsidade
E você se deixa levar assim, ah
Com as suas tolices, você se entrega

Você carrega o seu San Ernesto de La Higuera
E reproduz todo o mundo dele
Com o que é bom de verdade, você nunca cruza
Nas vitrines, você não vai encontrar isso, ê

Fazemos um outro você, para você
Um belo clone
Os melhores vinhos que existem
Nunca estão no supermercado

Eles são os donos da lenda
Os que estragam o seu prazer
Seu corpo falso parece mal
Como quase tudo hoje

Você compra pôsteres de obras de arte
E carrega sua pesada bijuteria
Não será pecado aceitar
Que eles decidam, de uma vez por todas, o que derramar?

Bairro bonito, bairro bem cuidado
A solidão moderna
Bairro sereno e vigiado
A compaixão não está ali

Maré brava, maré escura
E onde está a guarda?

Composição: Indio Solari