Rezando Solo
Si rezo solo, Dios se aburre igual
Pero así, creo, me escucha mejor
Parece que en el cielo no se portan bien
Se ensucian con su más feo resplandor
Y allí, esa fiel serpiente
La que jamás te miente
La que se fue enroscando al puñal
Silba bajito
Custodia las mentiras que colgó
De aquel manzano en el Edén más cruel
Con su piel
No tengo ganas ya de rezar por mí
Son las cosechas finales de un segador
Que ya no mira el cielo
Con aire desganado
Si sopla anillos de humo al rezar
Desde su barro
Si rezo solo, Dios se aburre igual
Pero así, creo, me escucha mejor
Que ya no mira el cielo
Con aire desganado
Si sopla anillos de humo al rezar
Desde su barro
En la verdad de Dios, faltó claridad
Como en los sueños del feo Calibán que soy
Mis lujurias no son ingeniosas ya
Desde un póster viejo, me veo gritar
Y allí, esa fiel serpiente
La que jamás te miente
La que se fue enroscando al puñal
Reza y aburre
Rezando Sozinho
Se rezo sozinho, Deus fica entediado do mesmo jeito
Mas eu acho que Ele me escuta melhor assim
Parece que lá no céu não se comportam bem
Se mancham com o brilho mais sombrio que têm
E ali, aquela serpente fiel
A que jamais mente para você
A que foi se enrolando no punhal
Assobia baixinho
Guarda as mentiras que pendurou
Naquela macieira do Éden mais cruel
Com sua pele
Já não tenho vontade de rezar por mim
São as colheitas finais de um ceifador
Que não olha mais para o céu
Com um ar de desânimo
Se sopra anéis de fumaça ao rezar
No barro que o formou
Se rezo sozinho, Deus fica entediado do mesmo jeito
Mas eu acho que Ele me escuta melhor assim
Que não olha mais para o céu
Com um ar de desânimo
Se sopra anéis de fumaça ao rezar
No barro que o formou
Faltou clareza na verdade de Deus
Como nos sonhos desse feio Calibã que eu sou
Minhas luxúrias não são criativas mais
Me vejo gritando em um pôster antigo
E ali, aquela serpente fiel
A que jamais mente para você
A que foi se enrolando no punhal
Reza e entedia