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As Alvoradas Estão Mortas

Indochine

Les Aubes Sont Mortes

Les aubes sont mortes hier matin
Les aubes sont mortes, tu t'en souviens
Tu te souviens, hier matin
Et depuis, je ne suis plus rien
Un ciel malade, mon caporal
Ca brûle ainsi la cendre aux étoiles
Dis-moi combien tomberont demain
Dis-moi comment elles prennent en main

Elle disait "Viens et tu verras
Qu'ils compteront avec toi"
Elle disait "Viens et tu sauras
Que l'amour n'existe pas"
Elle disait "Viens et tu verras
Qu'ils sont sourds et muets, parfois"
Elle disait "Viens et tu verras
Qu'ils pleurent avec toi"

La pluie qui s'écoule à rebours
C'est comme une peau de chagrin
Les aubes sont mortes sans lendemain
Au côté droit, deux trous toujours
Le sang ruisselle dans ma voix
Dans la boue, au creux de mes doigts
Les aubes sont mortes hier matin
Et le cuir est sale de destin

Elle me disait "Viens et tu sauras
Que l'amour, c'est un peu comme toi"
Elle me disait "Viens et tu sauras
Que ça n'existe pas"
Elle disait "Viens et tu verras
Les lendemains ne chanteront pas"
Elle disait "Viens et tu verras
Qu'ils pleurent avec toi"

Dis, tu te souviens
Que les aubes sont mortes ce matin
Dis, tu te souviens
Combien font deux fois deux, au fond des bois
Le sang a la couleur du sommeil
Et des serpents en bout de dentelles

Elle me disait "Viens, tu verras
Que les lendemains ne chanteront pas"
Elle me disait "Viens et tu verras
Qu'ils comptent avec toi"
Elle me disait "Viens et tu sauras
Que l'amour, ça n'existe pas"
Elle me disait "Viens et tu sauras
Que tu sauras"

As Alvoradas Estão Mortas

As alvoradas estão mortas ontem de manhã
As alvoradas estão mortas, você se lembra
Você se lembra, ontem de manhã
E desde então, eu não sou mais nada
Um céu doente, meu sargento
Queima assim a cinza nas estrelas
Diga-me quantas cairão amanhã
Diga-me como elas tomam conta

Ela dizia "Vem e você verá
Que eles contarão com você"
Ela dizia "Vem e você saberá
Que o amor não existe"
Ela dizia "Vem e você verá
Que eles são surdos e mudos, às vezes"
Ela dizia "Vem e você verá
Que eles choram com você"

A chuva que escorre ao contrário
É como uma pele de tristeza
As alvoradas estão mortas sem amanhã
Do lado direito, dois buracos sempre
O sangue escorre na minha voz
Na lama, no fundo dos meus dedos
As alvoradas estão mortas ontem de manhã
E a pele está suja de destino

Ela me dizia "Vem e você saberá
Que o amor é um pouco como você"
Ela me dizia "Vem e você saberá
Que isso não existe"
Ela dizia "Vem e você verá
Os amanhãs não cantarão"
Ela dizia "Vem e você verá
Que eles choram com você"

Diga, você se lembra
Que as alvoradas estão mortas esta manhã
Diga, você se lembra
Quanto dá dois vezes dois, no fundo da floresta
O sangue tem a cor do sono
E das cobras no final das rendas

Ela me dizia "Vem, você verá
Que os amanhãs não cantarão"
Ela me dizia "Vem e você verá
Que eles contam com você"
Ela me dizia "Vem e você saberá
Que o amor, isso não existe"
Ela me dizia "Vem e você saberá
Que você saberá"

Composição: Marc Eliard / Nathalie Dalain / Nicola Sirkis / Olivier Gérard