Arabia
Between the walls of a golden palace
That came out like a bud from the desert sand,
The poet of the court glorifies the deeds
Of the sultan who rules over that wasted land.
A caravan of words threads before his eyes,
But a distant whisper breaks his dream.
Could be the wind? Could be just a lie?
Slowly, the whisper turns into scream.
...And the wind keeps on calling his name
And the desert drives him insane!
Arabia! An endless land,
Where there is no boundary
Between dreams and reality...
Realm of sand,
Where the mirage floats in the air,
Turning the hope into despair.
The words, so plain, seem to draw a shape
That soon becomes crystal clear.
A girlish pale face, black diamonds as her eyes...
He never felt the same... He, who never dropped a tear,
Suddenly decides to go and meet his love
Through those deceptive desert sands.
He walks, she runs... He runs, she disappears
Deep into the desert... Where he'll find his end.
Arábia
Entre as paredes de um palácio dourado
Que surgiu como um broto da areia do deserto,
O poeta da corte glorifica os feitos
Do sultão que governa aquela terra devastada.
Uma caravana de palavras passa diante de seus olhos,
Mas um sussurro distante quebra seu sonho.
Pode ser o vento? Pode ser só uma mentira?
Devagar, o sussurro se transforma em grito.
...E o vento continua chamando seu nome
E o deserto o deixa pirado!
Arábia! Uma terra sem fim,
Onde não há fronteira
Entre sonhos e realidade...
Reino de areia,
Onde a miragem flutua no ar,
Transformando a esperança em desespero.
As palavras, tão simples, parecem desenhar uma forma
Que logo se torna cristalina.
Um rosto pálido de menina, diamantes negros como seus olhos...
Ele nunca sentiu igual... Ele, que nunca deixou uma lágrima cair,
De repente decide ir encontrar seu amor
Através daquelas areias enganosas do deserto.
Ele anda, ela corre... Ele corre, ela desaparece
Profundamente no deserto... Onde ele encontrará seu fim.
Composição: Bogdan Boeru / Ruhan Terente