La Indiferencia
Tu indiferencia me hiela la sangre,
me hace temer por otra dulce herida,
veo en tu corazón latir pañuelos
y adivino en tus ojos la partida.
Sé que debo partir sin darme vuelta,
sé que llegó la hora de dejarte,
sé que debo borrarte de mi angustia
y nunca más volver a dibujarte.
Así mata mi amor la indiferencia
con que miras mi marcha hacia el olvido
pues el olvido brota de la ausencia.
Cuando el otro no entiende lo vivido
ni comprende lo herido y lo sufrido
se apaga la pasión en la conciencia
A Indiferença
Sua indiferença me congela o sangue,
me faz temer por outra doce ferida,
vejo em seu coração pulsar lenços
e adivinho em seus olhos a partida.
Sei que devo partir sem olhar pra trás,
sei que chegou a hora de te deixar,
sei que preciso te apagar da minha angústia
e nunca mais voltar a te desenhar.
Assim meu amor mata a indiferença
do jeito que você olha minha marcha pro esquecimento
pois o esquecimento brota da ausência.
Quando o outro não entende o que foi vivido
e não compreende o ferido e o sofrido
a paixão se apaga na consciência.
Composição: Horacio Salinas / Patricio Manns