Quererte Morena A Muerte
Dulce y morena
Frágil y esquiva
Flor de tierra montañesa
Bajó a la orilla
Bajó grácil y morena
Dulce y esquiva.
Pechos de rosa
Flor dividida
Me llenó de sed la boca
Me abrió una herida
Me hirió con sus
pechos rosa
Flor dividida.
No te vayas sola
Terca amapola
Déjame tenerte
Morena, a muerte.
El agua copia
Tus manos finas
Copia tu cara morena
Copia tu risa
Morena el agua copia
Tus manos finas.
Entre las hojas de sed me muero
Sierva del monte que lavas
junto a un estero.
Escondido entre las hojas
de sed me muero
No te vayas sola
terca amapola.
Déjame quererte,
morena a muerte
Te Querer Até a Morte
Doce e morena
Frágil e esquiva
Flor da terra montanhosa
Desceu à beira
Desceu graciosa e morena
Doce e esquiva.
Seios de rosa
Flor dividida
Me deixou com sede na boca
Me abriu uma ferida
Me feriu com seus
seios de rosa
Flor dividida.
Não vá sozinha
Teimosa amapola
Deixa eu te ter
Morena, até a morte.
A água copia
Suas mãos finas
Copia seu rosto moreno
Copia seu riso
Morena, a água copia
Suas mãos finas.
Entre as folhas de sede eu morro
Serva do monte que lava
junto a um ribeirão.
Escondido entre as folhas
De sede eu morro
Não vá sozinha
teimosa amapola.
Deixa eu te querer,
morena até a morte.
Composição: Patricio Manns