395px

O Compromisso

Inti-Illimani

El Compromiso

Aquí tiene mi pañuelo
Señora, seque su llanto
No hay en el mundo quebranto
Que no tenga su consuelo.
Saque la vista del suelo
Y míreme frente a frente
Que sufre toda la gente
Lo olvidaba por egoísmo
Eso conduce al abismo
Le digo primeramente.

Yo la condeno señora
A lo alto de una patagua
Cinco días a pan y agua
Durante todas sus horas
Las lágrimas que me lloran
No tienen explicación.
Denuncie con su furor
La farsa politicante
No los suspiros galantes
Ni las razones de amor.

Nadie se ha muerto de amor
Ni por cariño fingido
Ni por vivir sin marido
Ni por supuesta traición.
El mundo es una estación
De trenes de sinsabores
Con faltas muy superiores
Su pleito no es una queja.
Gran pleito es quien despelleja
Sin lástima a nuestros pobres.

Si escribo esta poesía
No es sólo por darme gusto
Más bien por meterle susto
Al mal con alevosía.
Quiero marcar la partida
Por eso prendo centellas
Que me ayuden las estrellas
Con su inmensa claridad
Pa' publicar la verdad
Que anda la sombra en la tierra.

Mi corazón peregrino
Se afirma en este servicio
Será grande el beneficio
Que le otorgue a mi destino
El pensamiento infinito
Me traiciona a cada instante.
No puede ni el más flamante
Pasar en indiferencia
Si brilla en nuestra conciencia
Amor por los semejantes.

O Compromisso

Aqui está meu lenço
Senhora, seque seu pranto
Não há no mundo quebranto
Que não tenha seu consolo.
Levante o olhar do chão
E me encare de frente
Que sofre toda a gente
Eu esquecia por egoísmo
Isso leva ao abismo
Digo isso primeiramente.

Eu a condeno, senhora
Ao alto de uma palmeira
Cinco dias só com água
Durante todas suas horas
As lágrimas que me molham
Não têm explicação.
Denuncie com seu furor
A farsa dos políticos
Não os suspiros galantes
Nem as razões de amor.

Ninguém morreu de amor
Nem por carinho fingido
Nem por viver sem marido
Nem por suposta traição.
O mundo é uma estação
De trens de desamores
Com faltas muito maiores
Seu conflito não é queixa.
Grande conflito é quem despedaça
Sem pena nossos pobres.

Se escrevo esta poesia
Não é só pra me dar gosto
Mas sim pra meter medo
No mal com malícia.
Quero marcar a partida
Por isso acendo estrelas
Que me ajudem as estrelas
Com sua imensa claridade
Pra publicar a verdade
Que a sombra anda na terra.

Meu coração peregrino
Se firma neste serviço
Será grande o benefício
Que trago ao meu destino
O pensamento infinito
Me trai a cada instante.
Nem o mais brilhante
Pode passar indiferente
Se brilha em nossa consciência
Amor pelos semelhantes.

Composição: