La Copa Alzada
¿Por qué universo vagarán tus ojos claros
Y la ternura ruda y torpe de tu voz?
La mano franca, tosca y tierna en el abrazo
Y tu actitud de esfinge contemplando el Sol
Quizás viajando se hallará
Rumbo al azul de tu ventana
La frente adusta como un rey de eras pasadas
Y en cada verso un mito para redundar
La poesía que blandiendo sus espadas
Luchando a muerte por la vida seguirá
Buscando historias que contar
Que construir en lontananza
La copa alzada en la llegada del amigo
La música llenando el fondo del salón
A contraluz del atahualpa perseguido
Y una trompeta grita: Acá vendrá mi amor
No soy yo quien para escribirte un homenaje
Y la verdad es que te debo tanto y más
Si entre tus páginas bebí de los paisajes
De un mundo justo que aún nos toca imaginar
¿Por qué universo vagarán tus ojos claros?
(La frente adusta como un rey de eras pasadas)
Y la ternura ruda y torpe de tu voz
(Y en cada verso un mito para redundar)
La mano franca, tosca y tierna en el abrazo
(La poesía que blandiendo sus espadas)
Y tu actitud de esfinge contemplando el Sol
(Luchando a muerte por la vida seguirá)
Quizás viajando se hallará
(Buscando historias que contar)
Rumbo al azul de tu ventana
Propongo que con agua y con cenizas
Construyamos un pan interminable
Propongo que partamos este pan
En tantas bocas como tiene el pueblo
Propongo que con lágrimas y sangre
Preparemos un vino extenso y rojo
Propongo que sirvamos este vino
En una sola copa para todos
Propongo que ordenemos esta tierra
Como una cama multitudinaria
Propongo que durmamos apretados
Bajo una estrella que nos cubra
Viviendo así, bebiendo así
Mordiendo una misma sustancia solidaria
Vamos por fin a unirnos sin discordia
Frente al verdugo que nos niega todo
A Taça Erguida
Por que universo vagarão teus olhos claros
E a ternura rude e desajeitada da tua voz?
A mão franca, tosca e terno no abraço
E tua atitude de esfinge contemplando o Sol
Talvez viajando se encontrará
Rumo ao azul da tua janela
A testa severa como um rei de eras passadas
E em cada verso um mito pra redundar
A poesia que brandindo suas espadas
Lutando até a morte pela vida seguirá
Buscando histórias pra contar
Que construir na distância
A taça erguida na chegada do amigo
A música preenchendo o fundo do salão
À contraluz do atahualpa perseguido
E uma trompeta grita: Aqui virá meu amor
Não sou eu quem deve te fazer homenagem
E a verdade é que te devo tanto e mais
Se entre tuas páginas bebi das paisagens
De um mundo justo que ainda nos toca imaginar
Por que universo vagarão teus olhos claros?
(A testa severa como um rei de eras passadas)
E a ternura rude e desajeitada da tua voz
(E em cada verso um mito pra redundar)
A mão franca, tosca e terno no abraço
(A poesia que brandindo suas espadas)
E tua atitude de esfinge contemplando o Sol
(Lutando até a morte pela vida seguirá)
Talvez viajando se encontrará
(Buscando histórias pra contar)
Rumo ao azul da tua janela
Proponho que com água e com cinzas
Construamos um pão interminável
Proponho que partamos este pão
Em tantas bocas quantas tem o povo
Proponho que com lágrimas e sangue
Preparemos um vinho extenso e vermelho
Proponho que sirvamos este vinho
Em uma só taça para todos
Proponho que arrumemos esta terra
Como uma cama multidão
Proponho que durmamos apertados
Sob uma estrela que nos cubra
Vivendo assim, bebendo assim
Mordendo uma mesma substância solidária
Vamos finalmente nos unir sem discórdia
Frente ao carrasco que nos nega tudo
Composição: Inti-Illimani, Daniel Cantillana, César Jara