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Exibições da letra 4

La Copa Alzada

Inti-Illimani

Letra

A Taça Erguida

La Copa Alzada

Por que universo vagarão teus olhos claros¿Por qué universo vagarán tus ojos claros
E a ternura rude e desajeitada da tua voz?Y la ternura ruda y torpe de tu voz?
A mão franca, tosca e terno no abraçoLa mano franca, tosca y tierna en el abrazo
E tua atitude de esfinge contemplando o SolY tu actitud de esfinge contemplando el Sol

Talvez viajando se encontraráQuizás viajando se hallará
Rumo ao azul da tua janelaRumbo al azul de tu ventana

A testa severa como um rei de eras passadasLa frente adusta como un rey de eras pasadas
E em cada verso um mito pra redundarY en cada verso un mito para redundar
A poesia que brandindo suas espadasLa poesía que blandiendo sus espadas
Lutando até a morte pela vida seguiráLuchando a muerte por la vida seguirá

Buscando histórias pra contarBuscando historias que contar
Que construir na distânciaQue construir en lontananza

A taça erguida na chegada do amigoLa copa alzada en la llegada del amigo
A música preenchendo o fundo do salãoLa música llenando el fondo del salón
À contraluz do atahualpa perseguidoA contraluz del atahualpa perseguido
E uma trompeta grita: Aqui virá meu amorY una trompeta grita: Acá vendrá mi amor

Não sou eu quem deve te fazer homenagemNo soy yo quien para escribirte un homenaje
E a verdade é que te devo tanto e maisY la verdad es que te debo tanto y más
Se entre tuas páginas bebi das paisagensSi entre tus páginas bebí de los paisajes
De um mundo justo que ainda nos toca imaginarDe un mundo justo que aún nos toca imaginar

Por que universo vagarão teus olhos claros?¿Por qué universo vagarán tus ojos claros?
(A testa severa como um rei de eras passadas)(La frente adusta como un rey de eras pasadas)
E a ternura rude e desajeitada da tua vozY la ternura ruda y torpe de tu voz
(E em cada verso um mito pra redundar)(Y en cada verso un mito para redundar)

A mão franca, tosca e terno no abraçoLa mano franca, tosca y tierna en el abrazo
(A poesia que brandindo suas espadas)(La poesía que blandiendo sus espadas)
E tua atitude de esfinge contemplando o SolY tu actitud de esfinge contemplando el Sol
(Lutando até a morte pela vida seguirá)(Luchando a muerte por la vida seguirá)

Talvez viajando se encontraráQuizás viajando se hallará
(Buscando histórias pra contar)(Buscando historias que contar)
Rumo ao azul da tua janelaRumbo al azul de tu ventana

Proponho que com água e com cinzasPropongo que con agua y con cenizas
Construamos um pão interminávelConstruyamos un pan interminable
Proponho que partamos este pãoPropongo que partamos este pan
Em tantas bocas quantas tem o povoEn tantas bocas como tiene el pueblo

Proponho que com lágrimas e sanguePropongo que con lágrimas y sangre
Preparemos um vinho extenso e vermelhoPreparemos un vino extenso y rojo
Proponho que sirvamos este vinhoPropongo que sirvamos este vino
Em uma só taça para todosEn una sola copa para todos

Proponho que arrumemos esta terraPropongo que ordenemos esta tierra
Como uma cama multidãoComo una cama multitudinaria
Proponho que durmamos apertadosPropongo que durmamos apretados
Sob uma estrela que nos cubraBajo una estrella que nos cubra

Vivendo assim, bebendo assimViviendo así, bebiendo así
Mordendo uma mesma substância solidáriaMordiendo una misma sustancia solidaria
Vamos finalmente nos unir sem discórdiaVamos por fin a unirnos sin discordia
Frente ao carrasco que nos nega tudoFrente al verdugo que nos niega todo

Composição: Inti-Illimani, Daniel Cantillana, César Jara. Essa informação está errada? Nos avise.

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