395px

Des•Desenamorado

Introspectivo•Sonoro

Des•Enamorado

Tu nombre cae despacio
Como lluvia que no es para mí
Y lo guardo entre mis manos
Aunque sé que no quiere venir

Te inventé en cada gesto
Te bordé sin existir
Fui la sombra de tu sombra
Por si un día me veías a mí

Dejé migas en el alma
Para que quisieras mirar
Pero solo recogías
Cuando te hacía falta comer

Me hablabas con los dedos
Y callabas con la piel
Me encendías lo imposible
Para luego no sostener

Fui refugio de tus dudas
Fui respuesta sin preguntar
Y en tu juego de espejismos
Yo aprendí a no soñar

¿Dónde pongo lo que siento
Si en tu mundo no hay lugar?
¿Para qué tanto latido
Si no aprende a regresar?

Si ni me das lo que te sobra
¿Por qué vuelvo a mendigar?
Y me rompo por quererte
Donde nunca voy a estar

Soy un grito en tu silencio
Que no quieres escuchar
Me consumo en tu distancia
Me diluyo sin razón

Doy la vida por un gesto
Que no nace del amor
Hoy recojo mis pedazos
Ya no sangro por tu voz

Lo que fui cuando te amaba
Se cansó de ser error
Ya no visto tu recuerdo
Ni lo dejo respirar

He cerrado aquella puerta
Que no supiste cruzar
He soltado tu ilusión
Como arena en el mar

Y en el hueco que dejaste
Empezó algo a brotar
Una risa sin permiso
Una luz sin condición

Un latido que no tiembla
Cuando escucha un nuevo Sol
Y sin buscarte, apareces
Pero ya no eres mi calor

Porque en otro abrazo limpio
He aprendido a respirar
Ya no muero por quererte
Ya no duele renunciar

Soy pulso que se rehace
Cuando deja de esperar
Lo que nunca fue conmigo
Se ha quedado donde está

Y en los ojos que me miran
He empezado a despertar
Suelta el aire
Rompe el nudo

Deja el miedo
Fuera del pulso
No te mide
Quien no da

Lo que pide
No es amar
Ya no vuelvo, no, no vuelvo
Ya no giro hacia ese mar

Lo que arrastra ya no pesa
Se ha quedado donde está
Voy ligero, voy sin carga
Sin tu forma de mirar

Hoy mi paso no se frena
Hoy se aprende a celebrar
Ya no espero, ya no cedo
No hay migajas que aceptar

Lo que nace aquí en mi pecho
No se vuelve a negociar
Voy de frente, voy despierto
Con el fuego en la verdad

Y el amor que ahora me encuentra
No me viene a completar
Y quedaste en el olvido
Como un eco sin verdad

Porque quien nunca supo verme
Nunca sabrá cuánto perdió

Des•Desenamorado

Seu nome cai devagar
Como chuva que não é pra mim
E eu guardo entre as mãos
Mesmo sabendo que não quer vir

Te inventei em cada gesto
Te desenhei sem existir
Fui a sombra da sua sombra
Caso um dia me visse aqui

Deixei migalhas na alma
Pra você querer olhar
Mas só recolhia
Quando precisava se alimentar

Você falava com os dedos
E calava com a pele
Acendia o impossível
Pra depois não segurar

Fui refúgio das suas dúvidas
Fui resposta sem perguntar
E no seu jogo de ilusões
Aprendi a não sonhar

Onde coloco o que sinto
Se no seu mundo não há lugar?
Pra que tanto coração batendo
Se não aprende a voltar?

Se nem me dá o que te sobra
Por que volto a mendigar?
E me quebro por te querer
Onde nunca vou estar

Sou um grito no seu silêncio
Que você não quer escutar
Me consumo na sua distância
Me diluo sem razão

Dou a vida por um gesto
Que não nasce do amor
Hoje recolho meus pedaços
Já não sangro pela sua voz

O que fui quando te amava
Se cansou de ser erro
Já não visto sua lembrança
Nem deixo ela respirar

Fechei aquela porta
Que você não soube cruzar
Soltei sua ilusão
Como areia no mar

E no vazio que você deixou
Começou algo a brotar
Uma risada sem permissão
Uma luz sem condição

Um batimento que não treme
Quando escuta um novo Sol
E sem te buscar, você aparece
Mas já não é meu calor

Porque em outro abraço limpo
Aprendi a respirar
Já não morro por te querer
Já não dói renunciar

Sou pulso que se refaz
Quando para de esperar
O que nunca foi comigo
Ficou onde está

E nos olhos que me olham
Comecei a despertar
Solta o ar
Rompe o nó

Deixa o medo
Fora do pulso
Não te mede
Quem não dá

O que pede
Não é amar
Já não volto, não, não volto
Já não giro pra esse mar

O que arrasta já não pesa
Ficou onde está
Vou leve, vou sem carga
Sem seu jeito de olhar

Hoje meu passo não se freia
Hoje se aprende a celebrar
Já não espero, já não cedo
Não há migalhas pra aceitar

O que nasce aqui no meu peito
Não se volta a negociar
Vou em frente, vou acordado
Com o fogo na verdade

E o amor que agora me encontra
Não vem pra me completar
E você ficou no esquecimento
Como um eco sem verdade

Porque quem nunca soube me ver
Nunca saberá o quanto perdeu

Composição: Gabriel Espiñeira, Tino Azahar