Mi•Demonio
Eh
No me nombres, que ya lo sé
Si cierro los ojos, me encuentro con él
Eh
Hay una grieta detrás de mis pasos
Donde se esconde lo que no mostré
Tiene mi cara, respira en mi aliento
Y sabe justo por dónde romper
No viene fuera, no cruza la puerta
Vive en el fuego que intento calmar
Y cuando el miedo me pide silencio
Él me convence de no despertar
Dicen resiste, pero nadie explica
Cómo apagar lo que quiere arder
Si lo que duele también me seduce
¿Quién de los dos va a ceder?
Eh, voz torcida que empuja mi mano
Girando el rumbo de lo que soy
Me das veneno con gusto a pecado
Y haces que diga que sabe mejor
Eh, pacto oscuro sin firma ni sangre
Dime en qué parte me fui a perder
Si cada paso me ata más fuerte
¿Cómo me arranco de él?
He visto el fondo detrás del deseo
He sentido el filo de repetir
Y en cada vuelta que da mi cabeza
Hay una excusa esperándome allí
Pero algo cruje debajo del ruido
Algo se niega a seguir igual
Como si dentro quedara un testigo
Que no se vende ni quiere callar
Quizá no soy lo que siempre repito
Quizá no soy esa voz que oí
Y aunque me arrastre su viejo camino
Puedo soltarlo de mí
Eh, voz torcida que empuja mi mano
Girando el rumbo de lo que soy
Me das veneno con gusto a pecado
Y haces que diga que sabe mejor
Eh, pacto oscuro sin firma ni sangre
Dime en qué parte me fui a perder
Si cada paso me ata más fuerte
Hoy te empiezo a romper
Y aunque me llames con lengua de fuego
Y aunque conozca tu forma de hablar
Ya no me engaña tu falso consuelo
Sé lo que me vienes a dar y quitar
Eh, ya no eres dueño de lo que decido
Ya no me dictas hacia dónde ir
Rompo la rueda, me salgo del juego
Dejo tu hilo caer
Eh, lo que quemaba hoy marca el camino
No queda sombra que mande en mí
Que lo que fui no encadene lo vivo
Hoy me levanto de aquí
Meu Demônio
Eh
Não me chama, que eu já sei
Se eu fecho os olhos, me encontro com ele
Eh
Tem uma fenda atrás dos meus passos
Onde se esconde o que não mostrei
Tem meu rosto, respira no meu ar
E sabe bem onde é pra quebrar
Não vem de fora, não cruza a porta
Vive no fogo que tento apagar
E quando o medo pede silêncio
Ele me convence a não acordar
Dizem pra resistir, mas ninguém explica
Como apagar o que quer queimar
Se o que dói também me seduz
Quem dos dois vai ceder?
Eh, voz torta que empurra minha mão
Mudando o rumo do que sou
Me dá veneno com gosto de pecado
E faz eu dizer que é melhor assim
Eh, pacto sombrio sem assinatura nem sangue
Me diz em que parte eu me perdi
Se a cada passo me amarra mais forte
Como eu me arranco dele?
Eu vi o fundo atrás do desejo
Senti o corte de repetir
E em cada volta que minha cabeça dá
Tem uma desculpa me esperando ali
Mas algo range por baixo do barulho
Algo se recusa a continuar igual
Como se dentro houvesse uma testemunha
Que não se vende nem quer calar
Talvez eu não seja o que sempre repito
Talvez eu não seja essa voz que ouvi
E mesmo que me arraste seu velho caminho
Posso soltar isso de mim
Eh, voz torta que empurra minha mão
Mudando o rumo do que sou
Me dá veneno com gosto de pecado
E faz eu dizer que é melhor assim
Eh, pacto sombrio sem assinatura nem sangue
Me diz em que parte eu me perdi
Se a cada passo me amarra mais forte
Hoje eu começo a quebrar
E mesmo que me chame com língua de fogo
E mesmo que eu conheça seu jeito de falar
Já não me engana seu falso consolo
Sei o que vem pra me dar e tirar
Eh, já não és dono do que decido
Já não me dita pra onde ir
Quebro a roda, saio do jogo
Deixo seu fio cair
Eh, o que queimava hoje marca o caminho
Não sobra sombra que mande em mim
Que o que fui não encadene o que vivo
Hoje eu me levanto daqui
Composição: Gabriel Espiñeira