395px

Persianas

Irene Wilde

Blinds

Who am I
I listen to cars go by
Remembering that time
I was part of that eager flight
But now I just look through blinds

In my house
Down the street
On the block
In the city

I'm just in my house
Down the street
On the block

For no one hears a thing
We bite our tongues until they bleed
Silently concave forms
Spread across concrete floors
And sigh with no relief

Who am I
I don't want the answer sometimes
Remembering my mind
Before it feared everyday life
And how it shows through my eyes

In my house
Down the street
On the block
In the city

I'm just in my fucking house
Down the street
No one wants to hear me scream

No one wants to hear a God damn thing
So I bite our tongues until they bleed
Silently my concave form
Spreads across concrete floors
And sighs with no relief

Unraveling; one thread that holds the seams
My tar soaked lungs that can barely breathe
Flushed cheeks; rapid nerve endings
Oh, clench the fists and pound
Till everything falls down

Hide your face until your muscles tense and quake
Someone release me from this God damn state
But they never really believe me anyway

Oh, is this real?
Oh no, no, no
Oh, is this real this thing you feel
Oh no, no, no

Oh, is this real
Oh no, no, no
Oh, is this real, this pain you say you feel
Oh no

In the house
Down the street

For no one hears a thing
So we bite our tongues until they bleed
Silently my concave form
Spreads across concrete floors
And sigh with no relief

Persianas

Quem sou eu
Eu ouço os carros passarem
Lembrando daquele tempo
Eu fazia parte daquele voo ansioso
Mas agora eu só olho pelas persianas

Na minha casa
Na rua
No quarteirão
Na cidade

Eu estou apenas na minha casa
Na rua
No quarteirão

Pois ninguém ouve nada
Mordemos nossas línguas até sangrar
Formas silenciosas e côncavas
Espalhadas pelo chão de concreto
E suspiram sem alívio

Quem sou eu
Às vezes não quero a resposta
Lembrando da minha mente
Antes de temer a vida cotidiana
E como isso se mostra nos meus olhos

Na minha casa
Na rua
No quarteirão
Na cidade

Eu estou apenas na minha casa
Na rua
Ninguém quer me ouvir gritar

Ninguém quer ouvir uma maldita coisa
Então mordemos nossas línguas até sangrar
Silenciosamente minha forma côncava
Espalha-se pelo chão de concreto
E suspira sem alívio

Desenrolando; um fio que segura as costuras
Meus pulmões encharcados de alcatrão que mal conseguem respirar
Bochechas vermelhas; terminações nervosas rápidas
Oh, cerre os punhos e bata
Até que tudo caia

Esconda seu rosto até que seus músculos se tensionem e tremam
Alguém me liberte deste estado maldito
Mas eles nunca realmente acreditam em mim de qualquer maneira

Oh, isso é real?
Oh não, não, não
Oh, isso é real, esse sentimento que você tem
Oh não, não, não

Oh, isso é real
Oh não, não, não
Oh, isso é real, essa dor que você diz sentir
Oh não

Na casa
Na rua

Pois ninguém ouve nada
Então mordemos nossas línguas até sangrar
Silenciosamente minha forma côncava
Espalha-se pelo chão de concreto
E suspira sem alívio

Composição: