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Este presente festivo eu dou a qualquer um

Isabel Parra

Este presente festín se lo regalo a cualquiera

Cruzo montes, cruzo ríos,
cruzo los puentes pensando,
las carreteras cruzando,
me separaron de ti.
Ya tengo el alma cansada
de preguntar sin respuesta
por qué la vida te aleja
si un día te conocí
y ahora pregunto por ti
y no encuentro respuesta.

Cuántas noches, cuántos días,
cuántas mañanas de trino,
como juguete sin niño
el amor nos encontró.
En la casa iluminada
por la luz de tu mirada
tu figura tan amada
la perdí en un porvenir
que me separó de ti,
de mi casa iluminada.

De pálidos sentimientos
se alimenta el corazón
porque donde hubo calor
duerme la noche y el frío.
Esta vida de retazos
se la regalo a cualquiera.
Se confunde mi bandera
con un pasado feliz
y este presente festín
se lo regalo a cualquiera.

¿Dónde se esconde la mano,
la que desvió mi camino,
la que torció mi destino,
la que me trajo hasta aquí?
Camino en tierras ajenas
convertida en una extraña
y entre dibujos de araña
se enreda lo que perdí.
Nunca seré lo que fui
convertida en una extraña.

Este presente festivo eu dou a qualquer um

Cruzo montanhas, cruzo rios,
cruzo as pontes pensando,
as estradas cruzando,
me separaram de você.
Já estou com a alma cansada
de perguntar sem resposta
por que a vida te afasta
se um dia te conheci
e agora pergunto por você
e não encontro resposta.

Quantas noites, quantos dias,
quantas manhãs de canto,
como um brinquedo sem criança
o amor nos encontrou.
Na casa iluminada
pela luz do seu olhar
a sua figura tão amada
a perdi em um futuro
que me separou de você,
da minha casa iluminada.

De pálidos sentimentos
se alimenta o coração
porque onde houve calor
dorme a noite e o frio.
Esta vida de retalhos
eu dou a qualquer um.
Minha bandeira se confunde
com um passado feliz
e este presente festivo
eu dou a qualquer um.

Onde se esconde a mão,
a que desviou meu caminho,
a que torceu meu destino,
a que me trouxe até aqui?
Caminho em terras estranhas
convertida em uma estranha
e entre desenhos de aranha
se enreda o que perdi.
Nunca serei o que fui
convertida em uma estranha.

Composição: Isabel Parra