Cita A Las Siete En Moncloa
Cita a las siete en Moncloa, llego a las siete menos cuarto.
Me siento, respiro el humo. Me toca esperar un rato.
Pienso en tu sombra de hembra, en los secretos de tu regazo.
Pienso en lo hermosa que eres, mi princesa, cómo te amo.
En esto que llega un buen tipo, un chorizo navaja en mano.
"Colega enróllate".
Le solté el dinero suelto, me sonrió, y se despidió con un apretón de manos.
Continué pensando en ti, mujer, ¡qué ganas tenía de verte!
Pienso en lo hermosa que eres.
Si dices que no, sabes que mientes.
En esto que llegan tres tipos con el cráneo bien rapado.
Uno me insulta, otro se acerca: "Levanta un brazo", y me comenta: "Saluda o te mato".
Y yo que no quería ver nada con aquellos tres buenos muchachos,
aprovecho la mínima, hago un corte de manga y me largo.
En esto que iba corriendo, cuando choco con un munipa.
Con su cara garrulo, su gorra, su porra, su inseparable pipa.
"¿Dónde va usted? Enséñeme el carnet". "Lo olvidé".
"Me parece colega, te llevas a casa un papel".
Por fin consigo que el munipa me perdone la vida y llego al lugar de nuestra cita.
Llego a las siete y media, sin esperanzas de verte.
Tú esperabas impaciente, tan hermosa como siempre.
"¿Y dónde te has metido cariño? Llegas media hora tarde".
"Me entretuve con amigos. Es que, mi vida, Madrid está que arde..."
Encontro às Sete em Moncloa
Encontro às sete em Moncloa, chego às sete menos um quarto.
Me sento, respiro a fumaça. Tenho que esperar um tempo.
Penso na sua sombra de mulher, nos segredos do seu colo.
Penso em como você é linda, minha princesa, como eu te amo.
Nesse momento chega um cara legal, um ladrão com faca na mão.
"E aí, brother, se liga".
Soltei a grana solta, ele sorriu e se despediu com um aperto de mão.
Continuei pensando em você, mulher, como eu queria te ver!
Penso em como você é linda.
Se você diz que não, sabe que está mentindo.
Nesse momento chegam três caras com a cabeça bem raspada.
Um me xinga, outro se aproxima: "Levanta um braço", e me diz: "Sauda ou te mato".
E eu que não queria ver nada com aqueles três bons rapazes,
aproveito a mínima, faço um gesto obsceno e me largo.
Nesse momento eu estava correndo, quando bato em um policial.
Com sua cara de idiota, seu boné, seu cassetete, sua inseparável arma.
"Aonde você vai? Me mostre sua identidade". "Esqueci".
"Parece que, amigo, você vai levar um papel para casa".
Finalmente consigo que o policial me perdoe a vida e chego ao lugar do nosso encontro.
Chego às sete e meia, sem esperanças de te ver.
Você esperava impaciente, tão linda como sempre.
"E onde você se meteu, amor? Você chegou meia hora atrasado".
"Me distraí com amigos. É que, minha vida, Madrid está pegando fogo..."