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Com uma Pena de Morte

Ismael Serrano

Con Una Pena de Muerte

Con una pena de muerte
maldigo injustamente a los que antes compartieron
contigo los delirios de la carne.
Y se hace tarde,
y hay quien nos dice que debiéramos mirar
más el reloj.
El amor entre tú y yo
es a veces
como el silencio, y al nombrarlo se rompe.
Noche tras noche
me hago adicto a tus ritmos,
tus sonidos, tus sabores.
Cargados de buenas intenciones
nos empapamos de urbanidad,
vendimiando en las aceras
alguna que otra hermosa amistad.
Y yo vigilo tu sonrisa mientras tomas un té
en un café del centro.
Mar adentro mientras, las sirenas cantan.
Hay quien se tapa los oídos,
quien se ata al mástil de proa.
Tú y yo dejamos
que nos seduzcan con su canto.
Nos estrellamos
contra las rocas.

Planeando una huida
por las calles de Madrid
tú me preguntas, mirada dulce,
si me moriría sin ti.
Yo aterrado me escondo en un vaso
cargado de alcohol y te respondo:
"maldita sea, no lo compruebes por favor".
Y te dices fuerte e independiente,
y a veces me pareces débil en mis manos
como un copo de nieve que se deshace,
negándose a confesarse enamorada de mí.
Y sé que no podría estar sin ti,
sé que no podría estar sin ti.
Te dices fuerte e independiente,
y a veces me pareces débil en mis manos
como un ligero copo de nieve que se deshace,
negándose a confesarse enamorada de mí.
Y sé que no podría estar sin ti,
sé que no podría estar sin ti.

Com uma Pena de Morte

Com uma pena de morte
maldigo injustamente aqueles que antes compartilharam
contigo os delírios da carne.
e já está ficando tarde,
e tem quem nos diga que deveríamos olhar
mais para o relógio.
O amor entre você e eu
é às vezes
como o silêncio, e ao nomeá-lo se quebra.
Noite após noite
me torno viciado nos seus ritmos,
suas sonoridades, seus sabores.
Carregados de boas intenções
nos embriagamos de urbanidade,
vindimando nas calçadas
alguma que outra bela amizade.
E eu vigio seu sorriso enquanto você toma um chá
em um café do centro.
Mar adentro enquanto, as sereias cantam.
Tem quem tampou os ouvidos,
quem se amarra ao mastro da proa.
Você e eu deixamos
que nos seduzam com seu canto.
Nos estatelamos
contra as rochas.

Planejando uma fuga
pelas ruas de Madrid
tu me pergunta, olhar doce,
se eu morreria sem você.
Eu, apavorado, me escondo em um copo
cheio de álcool e te respondo:
"maldita seja, não teste isso, por favor".
E você se diz forte e independente,
e às vezes me parece frágil em minhas mãos
como um floco de neve que se desfaz,
negando-se a confessar-se apaixonada por mim.
E eu sei que não conseguiria ficar sem você,
sei que não conseguiria ficar sem você.
Você se diz forte e independente,
e às vezes me parece frágil em minhas mãos
como um leve floco de neve que se desfaz,
negando-se a confessar-se apaixonada por mim.
E eu sei que não conseguiria ficar sem você,
sei que não conseguiria ficar sem você.

Composição: Ismael Serrano