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Quando Virar Manhã

Ivan da Gamboa

Letra

    Esse meu sangue ameríndio
    A minha pele tom pastel
    Brota no musgo dessa mata
    Reflete no azul desse céu
    E sinto o fluido correr
    Nas minhas veias
    Qual água do igarapé
    E vou lá eu a descer
    As corredeiras
    Curtido no pó de rapé
    Desaguei nesse litoral
    E vi homem branco chegar
    Trazendo a figura do mau
    Querendo tirar meu cocar
    Canoas movidas a velas
    Aonde cabia uma aldeia
    Ouvi gritos de uma cela
    Igual um cantar de sereia
    Foi me seduzindo a entrar
    No instante em que reconheci
    Chorei quando pude notar
    O pranto da minha Araci
    Das garras do contraventor
    Dou a minha vida pra te salvar
    Me atiro nos braço da morte
    Sou índio sou forte
    E não vou te deixar
    Iara mãe d’água
    Vem nos valer
    Com a sabedoria de jaçanã
    E faz esse amor renascer
    Quando virar manhã

    Composição: Ivan da Gamboa e Luciano Trindad. Essa informação está errada? Nos avise.

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