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Fulanos de Ninguém

Ivan Noble

Fulanos de Nadie

Vivias lejos, nunca supe bien.
Si tenias nombre, me lo olvide.
Son las 5 y Palermo tiene poco que contar.
En casa hay dos vinos, si prometes que no te enamoras
Subimos a un taxi fantasma.
Asomaba el hocico del sol.
Otra noche,
otra almohada lejos del nido
y yo sin caparazón.
Siempre esta pata de palo fue mas zorra que mi corazón.
Y asi quedamos, fulanos de nadie.
Y esta jodido mojarle una oreja a la soledad.
Digamos poco, preciosa.
Y brindemos por lo que viene y se va.
Por ser de estreno el asunto... No estuvo tan mal.
No hay besos campeones en un primer round.
Después nos dormimos.
Creo que ni te abrace.
Afuera llovía como la penultima vez.
Junto los vidrios de un vaso mientras desayunas un papel
y planeamos un viaje a Gesell que jamas vamos a hacer.
Siempre este parche en el ojo fue mas lejos que mi corazón.
Y así quedamos, fulanos de nadie.
Y esta jodido mojarle la oreja a la soledad.
No digas nada, preciosa.
Brindemos por lo que viene y se va.
Siempre se va.
Lo que nos cura se va.
Se queda un rato,
nos mima,
nos miente,
y después se va.
Después se va.
Siempre esta pata de palo fue mas zorra que mi corazón.
Y así quedamos, fulanos de nadie.
Y esta jodido mojarle una oreja a la soledad.
Llenate el vaso, preciosa
y brindemos por lo que nunca será.

Fulanos de Ninguém

Vivias longe, nunca soube bem.
Se tinha nome, eu esqueci.
São 5 e Palermo tem pouco a contar.
Em casa tem dois vinhos, se você prometer que não se apaixona
Subimos num táxi fantasma.
A cara do sol aparecia.
Mais uma noite,
outro travesseiro longe do ninho
e eu sem casca.
Sempre essa perna de pau foi mais safada que meu coração.
E assim ficamos, fulanos de ninguém.
E tá foda molhar a orelha da solidão.
Vamos dizer pouco, linda.
E brindemos pelo que vem e vai.
Por ser de estreia a parada... Não foi tão ruim.
Não tem beijos campeões em um primeiro round.
Depois a gente dorme.
Acho que nem te abracei.
Lá fora chovia como da penúltima vez.
Junto os cacos de um copo enquanto você toma café com papel
E planejamos uma viagem a Gesell que nunca vamos fazer.
Sempre esse tapa-olho foi mais longe que meu coração.
E assim ficamos, fulanos de ninguém.
E tá foda molhar a orelha da solidão.
Não diz nada, linda.
Brindemos pelo que vem e vai.
Sempre vai.
O que nos cura vai.
Fica um tempo,
nos mima,
nos engana,
e depois vai.
Depois vai.
Sempre essa perna de pau foi mais safada que meu coração.
E assim ficamos, fulanos de ninguém.
E tá foda molhar a orelha da solidão.
Encha seu copo, linda
E brindemos pelo que nunca será.

Composição: