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Pão e Água

Ivan Noble

A Pan Y Agua

Los recuerdos se hacen de mujeres perdidas,
por eso mi memoria arrastra collares de espinas,
de noche suelto los tornillos,
sueño que me nombran Adán,
pero despierto siempre,
con todas mis costillas...

A veces me demoro mucho más de la cuenta,
abanicando el cuello roto de la soledad...
Sería mucho mas sencillo,
si las sombras que dejaste mi amor,
no dispararan besos calibre 22...

Pero,
Quién me va a llevar a mi cama dónde queda mi almohada?,
hoy que tus labios, bonita, me tienen a pan y agua…
Somos tiburones ciegos,
perdimos mucha sangre en el mar
nadando contra el viento de la fatalidad...

Mis doctores recetan sobredosis de olvido,
y unas vacaciones pagas en aquel hospital,
de los muñecos malheridos que no pueden ni comer ni dormir,
Pinochos que perdimos la risa y la nariz...

Pero,
Quién me va a llevar a mi cama dónde queda mi almohada?,
Hoy tus labios, bonita, me tienen a pan y agua…
Somos tiburones ciegos,
perdimos mucha sangre en el mar
mordiendo los anzuelos de la mediocridad...

Pero,
Quién me va a llevar a mi cama dónde queda mi almohada?,
Hoy tus labios, bonita, me tienen a pan y agua…
Somos boxeadores viejos
y nos viene madurando el knock out...
Contra las cuerdas, roto,
pero te espero igual...

Pão e Água

As lembranças são feitas de mulheres perdidas,
por isso minha memória arrasta colares de espinhos,
de noite solto os parafusos,
do sonho que me chamam de Adão,
mas sempre acordo,
com todas as minhas costelas...

Às vezes demoro muito mais do que devia,
abanando o pescoço quebrado da solidão...
Seria muito mais fácil,
se as sombras que você deixou, meu amor,
não disparassem beijos calibre 22...

Mas,
Quem vai me levar pra minha cama onde fica meu travesseiro?,
hoje que seus lábios, linda, me têm a pão e água...
Somos tubarões cegos,
perdemos muito sangue no mar
nadando contra o vento da fatalidade...

Meus médicos receitam sobredosagem de esquecimento,
e umas férias pagas naquele hospital,
dos bonecos malferidos que não conseguem nem comer nem dormir,
Pinochos que perdemos a risada e o nariz...

Mas,
Quem vai me levar pra minha cama onde fica meu travesseiro?,
hoje seus lábios, linda, me têm a pão e água...
Somos tubarões cegos,
perdemos muito sangue no mar
mordendo os anzóis da mediocridade...

Mas,
Quem vai me levar pra minha cama onde fica meu travesseiro?,
hoje seus lábios, linda, me têm a pão e água...
Somos boxeadores velhos
e estamos sendo amadurecidos pelo nocaute...
Contra as cordas, quebrado,
mas te espero do mesmo jeito...

Composição: