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A Garota Que Ninguém Tira Para Dançar

Ivan Noble

La Chica Que Nadie Saca A Bailar

Y bueno, ya que Dios no piensa renunciar,
no nos queda mucho más que cantar...
Para llenar el vaso, para pasar el rato,
para descorchar canciones de arena,
para recordar de vuelta y otra vez,
que la mar no estaba serena...

Mirá lo que te digo: es lo que hay,
Y lo que nunca hubo nunca va a sobrar.
Dormimos con lo puesto, pasamos el invierno
tiramos la moneda, ya lo dijo Ringo:
Cuando el mundo grita cuenta hasta tres
"te sacan hasta el banquito…"

Por eso
tomate tu tiempo, quedate bien cerca,
de los mejores besos y las buenas botellas.
Trepate a esos trenes que no van ni vienen,
Y date por muerto en cada espejo,
perdete de vista y volvete a empezar,
sabé que mañana te puede tocar,
la chica que nadie saca a bailar…

Hay días que la vida es cine mudo al revés,
y viene con subtítulos en japonés.
Te comen los peones, te pisan los talones,
uno tan felice con su camioneta...

Y viste cómo es:
En la cama de los piolas
los giles duermen la siesta…

Sospecho que el futuro no nos piensa fiar,
Presiento que el presente nos empieza a estafar,
con tanta cucaracha comiendo de la lata,
y mucho papafrita trepa que te trepa...

Ya se hace de día en este cabaret
y nadie paga la cuenta...

Por eso
tomate tu tiempo, cuidate las piernas,
que tengas buenos vientos y mejores botellas.
Trepate a esos trenes que no van ni vienen
Y date por muerto en cada espejo,
perdete de vista y volvete a empezar,
sabé que mañana podes ser vos,
la chica que nadie saca a bailar...

A Garota Que Ninguém Tira Para Dançar

E bom, já que Deus não pensa em desistir,
não nos resta muito mais que cantar...
Pra encher o copo, pra passar o tempo,
pra abrir canções de areia,
pra lembrar de novo e mais uma vez,
que o mar não estava calmo...

Olha o que eu te digo: é o que temos,
e o que nunca houve nunca vai sobrar.
Dormimos com a roupa que usamos, passamos o inverno
jogamos a moeda, já disse o Ringo:
Quando o mundo grita conta até três
"te tiram até do banquinho..."

Por isso
tome seu tempo, fique bem perto,
dos melhores beijos e das boas garrafas.
Suba nesses trens que não vão nem vêm,
e se dê por morto em cada espelho,
perca-se de vista e comece de novo,
sabe que amanhã pode ser a sua vez,
a garota que ninguém tira pra dançar...

Tem dias que a vida é cinema mudo ao contrário,
e vem com legendas em japonês.
te comem os peões, te pisam os calcanhares,
um tão feliz com sua caminhonete...

E você viu como é:
Na cama dos espertos
os otários dormem a sesta...

Suspeito que o futuro não vai nos confiar,
Pressinto que o presente começa a nos enganar,
com tanta barata comendo da lata,
e muito papafrita que se acha...

Já está amanhecendo neste cabaré
e ninguém paga a conta...

Por isso
tome seu tempo, cuide das suas pernas,
que tenha bons ventos e melhores garrafas.
Suba nesses trens que não vão nem vêm
e se dê por morto em cada espelho,
perca-se de vista e comece de novo,
sabe que amanhã pode ser você,
a garota que ninguém tira pra dançar...

Composição: