Decime Que Anoche Nunca Existio
Me despierto y no tengo cabeza
Siento pasos dentro del colchón
En el techo hay un nido de ratas
Tengo un brazo de cada color
Mi mascota me mira de reojo
Me pesa el alma como un jabalí
El espejo me mira y me aplaude
La botella dice, "yo no fui"...
Mientras tanto vos, seguís dormida
y yo apenas me acuerdo quién sos
Otra vez me olvidé de sacar la basura
del baldío de mi corazón...
Decíme que no
Decíme que anoche nunca existió...
La mañana entra como una bruja
en la escoba de un pálido sol
El florero se lava los dientes
Mi pijama tiene sarampión
Y se escucha el primer alboroto,
porteros baldeando al compás de la diez
La ciudad y su impávido show
de mamíferos tristes en marcha otra vez
Mientras tanto vos hablás en sueños
yo me encierro en el baño a fumar
Otra vez me olvidé de cambiar los pañales
del desastre de mi soledad...
Decíme que no
Decíme que anoche nunca existió...
Diga Que Ontem Nunca Existiu
Acordo e não tenho cabeça
Sinto passos dentro do colchão
No teto tem um ninho de ratos
Tenho um braço de cada cor
Meu bicho me olha de canto
Minha alma pesa como um javali
O espelho me observa e aplaude
A garrafa diz, "não fui eu"...
Enquanto isso você, continua dormindo
e eu mal me lembro quem você é
Mais uma vez esqueci de tirar o lixo
do terreno baldio do meu coração...
Diga que não
Diga que ontem nunca existiu...
A manhã entra como uma bruxa
na vassoura de um sol pálido
O vaso se escova os dentes
Meu pijama tá com sarampo
E se ouve o primeiro alvoroço,
porteiros esfregando ao compasso das dez
A cidade e seu show impávido
de mamíferos tristes em marcha outra vez
Enquanto isso você fala em sonhos
eu me tranco no banheiro pra fumar
Mais uma vez esqueci de trocar as fraldas
do desastre da minha solidão...
Diga que não
Diga que ontem nunca existiu...