Il Canto Dei Mestieri
Guardami bene diritto negli occhi
Che il mio mestiere non è il soldato
Guardami bene diritto negli occhi
Che il mio mestiere non è
Né di spada né di cannone
Quello che ero io l'ho scordato
Se fosse spada se fosse cannone
Il mio mestiere saprei qual'è.
Adesso guardami le mani
Ti sembrano mani da padrone?
Coraggio e toccami le mai
Che la mia vita non è
Né col denaro né col potere
Oppure l'avrò dimenticato
Se fosse denaro e ci fosse ragione
Il mio cammino saprei qual'è
Ma il mio mestiere non è.
Guarda la punta delle mie scarpe
Quello che faccio non è la spia
Né informatore né polizia
Che il mio mestiere non è
Di sicuro non è.
Quello che faccio è cercare il tuo amore
Fino nel cuore delle montagne
Quello che ho fatto è scordare il tuo amore
Sotto il peso delle montagne.
Quello che faccio è cercare il tuo amore
Fino nel cuore delle montagne
Quello che ho fatto è scordare il tuo amore
Sotto il peso delle montagne.
Gurada i vestiti che porto addosso
Non sono quello di un sacerdote
Per i vestiti che porto addosso
Il mio mestiere non è
Né rosario né estrema unzione
Quello che ero io l'ho scordato
Se fosse rosario se fosse olio santo
Il mio mestiere saprei qual'è.
E vedi che il bianco fra i miei capelli
Non porta al titolo di dottore
E la sveltezza delle mie dita
La mia vita non è
Né di taglio né di dolore
Né di carne ricucita
Né di taglio né di dolore
Anche questo non è
Il mio mestiere non è.
Il mio mestiere fu cercare il tuo amore
Fino nel fuoco delle montagne
Il mio destino scordare il tuo amore
Sotto il peso delle montagne
Il mio mestiere fu cercare il tuo amore
Fino nel fuoco delle montagne
Il mio destino scordare ogni amore
Sotto il peso delle montagne.
Guardami bene diritto negli occhi
Ti sembrano gli occhi di un soldato?
Leggimi bene in fondo negli occhi
Che la mia vita non è
Il mio mestiere non è.
O Canto dos Ofícios
Olhe bem nos meus olhos
Que meu ofício não é ser soldado
Olhe bem nos meus olhos
Que meu ofício não é
Nem de espada nem de canhão
O que eu era eu já esqueci
Se fosse espada, se fosse canhão
Eu saberia qual é meu ofício.
Agora olhe minhas mãos
Parecem mãos de patrão?
Coragem, toca nas minhas mãos
Que minha vida não é
Nem com dinheiro nem com poder
Ou talvez eu tenha esquecido
Se fosse dinheiro e houvesse razão
Eu saberia qual é meu caminho
Mas meu ofício não é.
Olhe a ponta dos meus sapatos
O que eu faço não é ser espião
Nem informante, nem polícia
Que meu ofício não é
Com certeza não é.
O que eu faço é buscar seu amor
Até no coração das montanhas
O que eu fiz foi esquecer seu amor
Sob o peso das montanhas.
O que eu faço é buscar seu amor
Até no coração das montanhas
O que eu fiz foi esquecer seu amor
Sob o peso das montanhas.
Olhe as roupas que estou usando
Não são de um sacerdote
Pelas roupas que estou usando
Meu ofício não é
Nem terço, nem unção dos enfermos
O que eu era eu já esqueci
Se fosse terço, se fosse óleo santo
Eu saberia qual é meu ofício.
E veja que o branco entre meus cabelos
Não dá título de doutor
E a agilidade dos meus dedos
Minha vida não é
Nem de corte, nem de dor
Nem de carne remendada
Nem de corte, nem de dor
Isso também não é
Meu ofício não é.
Meu ofício foi buscar seu amor
Até no fogo das montanhas
Meu destino foi esquecer seu amor
Sob o peso das montanhas
Meu ofício foi buscar seu amor
Até no fogo das montanhas
Meu destino foi esquecer todo amor
Sob o peso das montanhas.
Olhe bem nos meus olhos
Parecem os olhos de um soldado?
Leia bem fundo nos meus olhos
Que minha vida não é
Meu ofício não é.