Golondrinas
Al salir del Metropol
Ibamos a un bar
Para hablar como mayores
Del futuro
Era un tema manso,sin apuros
Y el futuro, enorme, a que apurar
A que apurar?
Alli,dichosos, nos dejabamos estar
Todo era diáfano fácil,seguro
Cuando en su universo
Poético y puro, llegaba el mozo
Que van a tomar?
Y que van a tomar?
Entonces lo mirábamos de medio lado
Con el desdén de los soñadores
Y con el "yo, un té", apenas murmurado
Ella volvía a colgar cortinas de colores
Y en la pared de un patio sombreado
Golondrinas de yeso y otros primores
Golondrinas de yeso y otros primores
Golondrinas de yeso y otros primores
Al salir del Metropol, ibamos a un bar
Alli dichosos nos dejabamos estar
Todo era diáfano, fácil, seguro
Cuando en su universo
Poético y puro, llegaba el mozo
Que van a tomar?
Andorinhas
Ao sair do Metropol
Fomos pra um bar
Pra falar como adultos
Sobre o futuro
Era um papo tranquilo, sem pressa
E o futuro, imenso, pra se apressar
Pra se apressar?
Ali, felizes, nos deixávamos ficar
Tudo era claro, fácil, seguro
Quando em seu universo
Poético e puro, chegava o garçom
O que vão tomar?
E o que vão tomar?
Então olhávamos de lado
Com o desprezo dos sonhadores
E com o "eu, um chá", mal sussurrado
Ela voltava a pendurar cortinas coloridas
E na parede de um pátio sombreado
Andorinhas de gesso e outras belezuras
Andorinhas de gesso e outras belezuras
Andorinhas de gesso e outras belezuras
Ao sair do Metropol, fomos pra um bar
Ali felizes nos deixávamos ficar
Tudo era claro, fácil, seguro
Quando em seu universo
Poético e puro, chegava o garçom
O que vão tomar?
Composição: Jaime Roos / Mauricio Rosencof