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Canto do Nomeador

Jairo

Vidala Del Nombrador

Yo soy aquel cantorcito
Yo soy el que siempre he sido
No me hago ni me deshago
Y en ser no más vivo

Vengo del ronco tambor de la Luna
De la memoria del puro animal
Soy una astilla de tierra que vuelve
Hacia su antigua raíz mineral

Soy el que canta detrás de la copla
El que en la espuma del río ai volver
Paisaje vivo, mi canto es el agua
Que por la selva sube a florecer

Yo soy quien pinta las uvas
Y las vuelve a despintar
Al palo verde lo seco
Y al seco lo hago brotar

Vengo de adentro del hombre dormido
Bajo la tierra gredosa y carnal
Rama de sangre, florezco en el vino
Y el amor bárbaro del carnaval
Y el amor bárbaro del carnaval

Canto do Nomeador

Eu sou aquele cantorzinho
Eu sou quem sempre fui
Não me faço nem me desfaço
E só vivo em ser

Vim do tambor rouco da Lua
Da memória do puro animal
Sou uma lasca da terra que volta
Para sua antiga raiz mineral

Sou quem canta atrás da canção
Quem na espuma do rio vai voltar
Paisagem viva, meu canto é a água
Que pela selva sobe pra florescer

Eu sou quem pinta as uvas
E as volta a despintar
No pau verde eu seco
E do seco eu faço brotar

Vim de dentro do homem adormecido
Debaixo da terra argilosa e carnal
Ramo de sangue, floresço no vinho
E o amor selvagem do carnaval
E o amor selvagem do carnaval

Composição: Jaime Davalos