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15 de Dezembro

Laurence Jalbert

15 Décembre

J'aurais dû préparer ma tête
Pour ce jour de fête
Longtemps à l'avance
Pour apprendre la danse
Trois pas avancés
Puis reculés
Tout un jour sur place
Quand tout va bien s'en retourner

Au matin les bruits se sont tus
La lumière encore crue
Jette un regard sur ce tableau
Le temps avait perdu ses fils
À moi restés suspendus
Je sais j'étais là, j'ai tout vu

Dans cette douleur d'âme et conscience
Attention, voilà les apparences
Ma tête bien malgré moi
Territoire occupé
Par nos éclats de vie, éclats de rire
Ennemis encore un moment
Mettre de l'ordre dans tout ça

Corder tous mes souvenirs
Comme on empile le bois
Pour les froids à venir
Ces longs, longs hivers sans toi
Corder années sur années
Et de là-haut voir que
Je reviendrai toujours

Quand le temps s'est arrêté
C'est par la chambre qu'il a commencé
Plus de photos ni de cadres sur les murs

Le temps avait perdu ses fils
Comme moi restés suspendus
Je sais j'étais là, j'ai tout vu

Corder tous mes souvenirs
Comme on empile le bois
Pour les froids à venir
Ces longs, longs hivers sans toi
Corder années sur années
Et de là-haut voir que
Je reviendrai toujours

Trouver ça très difficile
De respirer le froid
Avoir la gorge fragile
Ne plus reconnaître sa propre voix
Corder années sur années
Et de là-bas voir que
Je reviendrai toujours

15 de Dezembro

Eu deveria ter preparado minha cabeça
Para esse dia de festa
Com bastante antecedência
Para aprender a dança
Três passos pra frente
Depois pra trás
Um dia inteiro parado
Quando tudo vai se resolver

De manhã os barulhos se calaram
A luz ainda crua
Dá uma olhada nesse quadro
O tempo tinha perdido seus fios
Ficaram suspensos pra mim
Eu sei, eu estava lá, eu vi tudo

Nessa dor de alma e consciência
Cuidado, aí vêm as aparências
Minha cabeça, mesmo sem querer
Território ocupado
Por nossos estalos de vida, risadas
Inimigos por mais um tempo
Colocar ordem em tudo isso

Amarrar todas as minhas memórias
Como se empilhasse lenha
Para os frios que virão
Esses longos, longos invernos sem você
Amarrar anos sobre anos
E de lá de cima ver que
Eu sempre voltarei

Quando o tempo parou
Foi pelo quarto que começou
Sem fotos nem quadros nas paredes

O tempo tinha perdido seus fios
Como eu, ficaram suspensos
Eu sei, eu estava lá, eu vi tudo

Amarrar todas as minhas memórias
Como se empilhasse lenha
Para os frios que virão
Esses longos, longos invernos sem você
Amarrar anos sobre anos
E de lá de cima ver que
Eu sempre voltarei

Achar isso muito difícil
Respirar o frio
Ter a garganta frágil
Não reconhecer mais minha própria voz
Amarrar anos sobre anos
E de lá ver que
Eu sempre voltarei