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A Cidade Natal de Carlos Magno

James McMurtry

Charlemagne's Home Town

I've got it all to myself now
Crack the window just a hair
Dark and close, the way I like it
Black tobacco chokes the air
I keep to myself, I lack the language
I measure out my life with coffee grounds
The trees are the color of ashes
In Charlemagne's home town

I said I didn't fear the distance
As if I'd ever been that tough
I can hear your voice across the water
But that's nowhere near enough

Won't you fly across that ocean
Take a train on down
Because the night's growing lonesome
In Charlemagne's home town

The fortune teller told me nothing
That I wouldn't have found out on my own
She read my palm and she took my money
She looked at me with eyes of stone

She said the odds are long and stacked against us
Still we try because we must
To keep from leaving our senses
Long forgotten in the dust

Like the bones of some saint
Beneath a church floor
Who must have died for lack of light
The color snapshots I sent you
All came out in black and white

There's a lonely child on a snow white pony
On a carousel in the market place
He sits on that horse and he looks right through me
A shadow falls across his face
What will I do when my glass is empty
What will I do when it all comes down
What will I do when it comes to nothing
In Charlemagne's home town

A Cidade Natal de Carlos Magno

Agora eu tenho tudo pra mim
Abro a janela só um pouco
Escuro e apertado, do jeito que eu gosto
O tabaco preto sufoca o ar
Eu fico na minha, não sei me expressar
Mido minha vida com pó de café
As árvores são da cor das cinzas
Na cidade natal de Carlos Magno

Eu disse que não temia a distância
Como se eu já tivesse sido tão forte
Consigo ouvir sua voz do outro lado da água
Mas isso não é nem perto o suficiente

Você não vai atravessar esse oceano?
Pegar um trem e vir?
Porque a noite está ficando solitária
Na cidade natal de Carlos Magno

A cartomante não me disse nada
Que eu não teria descoberto sozinho
Ela leu minha palma e levou meu dinheiro
Me olhou com olhos de pedra

Ela disse que as chances são longas e contra nós
Ainda assim tentamos porque precisamos
Para não deixar nossos sentidos
Longamente esquecidos na poeira

Como os ossos de algum santo
Debaixo do chão da igreja
Que deve ter morrido por falta de luz
As fotos coloridas que te enviei
Todas saíram em preto e branco

Tem uma criança solitária em um pônei branco como a neve
Em um carrossel na praça
Ele está em cima daquele cavalo e me olha direto
Uma sombra cai sobre seu rosto
O que eu vou fazer quando meu copo estiver vazio?
O que eu vou fazer quando tudo desmoronar?
O que eu vou fazer quando não sobrar nada?
Na cidade natal de Carlos Magno

Composição: James Mcmurtry