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No Inferno

Jan Glack

En el Infierno

De mi patrulla fueron muchos
Pero quién sobrevivió
El que se vino de la guerra
Ese soy yo

Soy el malandro preferido del gobierno
Porque cuando me miran me tiran
Sin saber que ya pase el infierno
¿Qué sabes tú de caminar sobre el nopal?

No me vengas a contar que experiencias hay de más
Y ya no hay más y saben que de soy capaz
Si yo salgo de foráneo cuando lo ordena mi apa

El demonio va en la troca
Pero pixeleado
Y de los míos soy el más malvado
Empolvado cuando del monte le salgo

Chingo para el 13
No más para echarme un taco
Y de retorno pa' la guerra
No hay descanso

La vida civil ya la desconozco
Ahora son pelotazos
Amigo no te me equivoqués
Este jale no es vida

No es como imaginas
La pasó bien gacho
Allá en el monte frío
A veces bajo o

Por las tardes, un solazo
Que te cala bien culero
Es el infierno
A veces siento que no puedo

Pero no hay misión que falle
Porque de esto yo dependo
Mis fierros traen la lumbre
Pa mandarte pal infierno

Y pura verga loco
Que descuido el medio
Los esquirlazos me los llevo de recuerdo
Y eso me recuerda que aquí nadie es eterno

Mija, cálmate, yo sé que me ves
Enfierrado hasta la madre
Y piensas que traigo otras rucas
Pero neh

Yo no más tengo ojos
Solo para usted
Llora mucho cuando salgo
Porque sabe que un día ya no volveré

Suenan bien bonito las rolas
Que traigo en el trocón
Córtese el rollo a la verga
Nada aquí es como en la canción

Al Chile no te dabla doble panochón
No más que no tires bala
Y ahí mismito te reviento en el topon
Qué pensabas, pendejo, que era ahuevo el infierno

Si te quemas a la verga
Va a salir otro bueno
Si la cagas hay leño
Chance y te meten el fierro

Y si corres, carnalito
Más vale que corras lejos
Pinche vida lo que me has hecho mira
Yo no era todo esto

La tengo bien perdida
De esto ya no hay salida
Retornarme es un sueño
Que viviré despierto el resto de mi vida

Despiértese a la verga
Va a empezar de nuevo
Se artillan mis huercos
Y empezó de nuevo

Ahí voy por la carreta de nuevo
León Laredo
No cuestiono la orden
Porque así es el pedo

(De parte de
Sin marcas)

Pa que sepan a la verga
No todo lo que brilla es oro
Y hay cosas que el dinero no puede comprar
Y si crees que es puro pedo

Inténtale comprando la vida de alguien
Que ya no está
De mi patrulla fueron muchos
Pero quién sobrevivió

El que se vino de la guerra
Ese soy yo
Soy el malandro preferido del gobierno
Por qué cuando me miran me tiran

Sin saber que ya pase el infierno
¿Que sabes tú de caminar sobre el nopal?
No me vengas a contar que experiencias hay de más
Y ya no hay más y saben que de soy capaz

Si yo salgo de foráneo cuando lo ordena mi apa
Y de retorno pa la guerra no hay descanso
La vida civil ya la desconozco
Ahora son pelotazos

Amigo, no te me equivoqués
Este jale no es vida
No es como imaginas
La paso bien gacho

Allá en el monte frío
A veces bajo o
Por las tardes un solazo
Que te cala bien culero

Es el infierno
A veces siento que no puedo
Pero no hay misión que falle
Porque de esto yo dependo

No Inferno

Da minha patrulha foram muitos
Mas quem sobreviveu
Aquele que voltou da guerra
Esse sou eu

Sou o malandro preferido do governo
Porque quando me veem, atiram
Sem saber que já passei pelo inferno
O que você sabe sobre andar sobre o nopal?

Não venha me contar que experiências há de mais
E já não há mais, e sabem do que sou capaz
Se eu saio de forasteiro quando meu pai manda

O demônio vai na caminhonete
Mas pixelado
E dos meus, sou o mais malvado
Empoeirado quando saio do mato

Chingo para o 13
Só pra comer um taco
E de volta pra guerra
Não há descanso

A vida civil já não conheço
Agora são tiros
Amigo, não se engane
Esse trampo não é vida

Não é como você imagina
A vida é bem difícil
Lá no mato frio
Às vezes desço ou

Às tardes, um solzão
Que queima pra caramba
É o inferno
Às vezes sinto que não consigo

Mas não há missão que falhe
Porque disso eu dependo
Minhas armas trazem fogo
Pra te mandar pro inferno

E pura merda, cara
Que descuido o meio
Os estilhaços levo como lembrança
E isso me lembra que aqui ninguém é eterno

Mija, calma, eu sei que me vê
Armado até os dentes
E pensa que tenho outras minas
Mas não

Eu só tenho olhos
Só pra você
Chora muito quando saio
Porque sabe que um dia não voltarei

Soam bem bonito as músicas
Que toco na caminhonete
Corta essa conversa, pra merda
Nada aqui é como na canção

Falando sério, não te dou moleza
Só não atire
E aí mesmo te estouram na hora
O que você pensava, idiota, que o inferno era fácil?

Se você se queimar, pra merda
Vai sair outro bom
Se você errar, tem lenha
Talvez te enfiam o ferro

E se correr, irmão
É melhor correr longe
Essa vida, o que me fez, olha
Eu não era tudo isso

A tenho bem perdida
Disto não há saída
Voltar é um sonho
Que viverei acordado o resto da minha vida

Acorde pra merda
Vai começar de novo
Meus filhos se armam
E começou de novo

Lá vou eu pela estrada de novo
León Laredo
Não questiono a ordem
Porque assim é a parada

(De parte de
Sem marcas)

Pra que saibam, pra merda
Nem tudo que brilha é ouro
E há coisas que o dinheiro não pode comprar
E se você acha que é só conversa

Tente comprar a vida de alguém
Que já não está
Da minha patrulha foram muitos
Mas quem sobreviveu

Aquele que voltou da guerra
Esse sou eu
Sou o malandro preferido do governo
Porque quando me veem, atiram

Sem saber que já passei pelo inferno
O que você sabe sobre andar sobre o nopal?
Não venha me contar que experiências há de mais
E já não há mais, e sabem do que sou capaz

Se eu saio de forasteiro quando meu pai manda
E de volta pra guerra não há descanso
A vida civil já não conheço
Agora são tiros

Amigo, não se engane
Esse trampo não é vida
Não é como você imagina
A vida é bem difícil

Lá no mato frio
Às vezes desço ou
Às tardes, um solzão
Que queima pra caramba

É o inferno
Às vezes sinto que não consigo
Mas não há missão que falhe
Porque disso eu dependo