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Jan Santoro

Letra

    Uma vez um cara que gostava de falar de lua
    Me falou que o amor eram duas, retas paralelas
    Que sem ela - não faríamos igual
    Uma a um, que se encontram no infinito
    Amantes, duas bocas, risos entrelinhas, porem menos distantes

    Agora sou eu que mando na rua
    Quero que retas se curvem
    Até que deixem de ser simples curvas
    Porque esquinas são cheias de charme
    Amor pôr do sol, curioso caso de melancolia

    Porque quando escrevo minha poesia, escrevo em melodia
    Eu entendi amores são licores
    Gostosas cores, cheiroso sabores, perfumes doces
    Que se beber demais, você embebeda

    Escreva fossas aproveite a vista sem cair
    Entenda rosas, mande prosas, sem passar mal
    E ao partir, de hoje pra frente
    Eu só escrevo de lápis e palheta
    Sem cuidado - azul nem preta

    Borracha é culpa e caneta é narcisismo
    Loucura acima dos sentidos - sem sentido
    É não sentir tempero doce da vida
    A essência do amor
    Em pele bonita


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