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Tartaruga Transexual

Jão Mendes

Letra

    Era uma tarde
    De quinta-feira
    Veio uma moça lá da feira
    Em suas mãos, duas tartarugas
    Uma viria a ser
    Minha companheira de aventura

    E foi aí que
    Todos os dias
    Se encheram de muita alegria
    Eu tinha duas tartaruguinhas
    Uma era ivete
    A outra nem um nome tinha

    Depois do almoço
    Todos os dias
    Eu brincava com as tartaruguinhas
    Eu alisava suas cabecinhas
    E falava sobre o dia a dia
    Até que um dia peculiar
    Ivete agiu de uma forma estranha
    Ela subiu na sua amigona
    E foi quando eu vi
    Que ivete tinha uma pirocona

    Vovó, o que é que eu faço?
    Minha tartaruga é um macho
    Ela subiu em cima da outra
    Foi quando eu vi que ela tem rola
    Eu nem sei se isso é normal
    Minha tartaruga é transexual

    Pra resolver essa questão
    Minha vó fez uma sugestão
    Ela propôs uma alteração
    Não é mais ivete
    Agora é ivan, meu irmão

    Já acostumados
    Com a mudança
    Nos mudamos pr'outra vizinhanca
    Uma fazenda
    Meio isolada
    Com espaço para a bicharada
    Aquela outra tartaruga
    Já tinha fugido à essa altura
    (Por quê?)
    Fui no banheiro
    Dar uma mijada
    (Hehehehe)
    Esqueci a porta escancarada
    Agora ela
    Deve estar morta
    (Foi mal aê)
    Mas eu tenho ivan
    É isso que importa
    (Ah, ele sempre foi meu preferido)
    Seguimos brincando
    Todos os dias
    Depois do almoco é sempre uma alegria
    (Só que)
    Um dia a merda tem que acontecer
    (Pois é)
    Pra quem tá feliz entristecer
    É uma merda
    E não foi diferente comigo
    Vou contar como perdir meu amigo
    Após o almoço fui o encontrar
    Na hora de sempre pra brincar
    Chegando lá que cena esquisita
    Ele cercado por várias formigas
    Fiquei em choque e sem entender
    Tinha visto minha tartaruga morrer
    Ivan morreu, eu não tinha mais nada
    Sua cabeça tinha sido esmagada
    A encontrei embaixo de uma pedra
    E foi como eu disse
    Tem que acontecer uma merda

    Descanse em paz, meu amigo biloludo

    Composição: João Victor Fonsêca. Essa informação está errada? Nos avise.

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