Las Leyendas Del Valle
Sí, las Leyendas del Valle primo
Un sincero homenaje
Jarfaiter, sí
Escucha esto
Nunca tuvo las cosas del todo claras
A los quince andaba con jeringas y cucharas
Vivía con su abuela, sus padres no estaban
Se ganaba a veces que le partieran la cara
Joven pirata del abordaje
Hizo mil viajes a Madrid para hacer alunizajes
Con la espada de las latas vaciaba los garajes
Piezas de este puzzle puede que jamás encaje
En la calle aprendió los valores
Mientras la heroína se llevaba a los mejores
Un tema de Los Chichos, un ramo de flores
Ochenta y dos fugas de los centros de menores
Fueron perdedores, los Guardias Civiles
Vaciando cargadores de sus fusiles
Nunca le alcanzaron, pero en sus desfiles
Medallas por matar delincuentes juveniles
Hijos de puta, este tema está basao' en hechos reales, desde Piedralaves
(Venga pringao, las pelas)
(No llevo nada)
(No te hagas el listo o te reviento)
(Vamos, dame las pelas que llevas de los giros)
(Que no llevo giros, solamente reparto correo ordinario)
(Que te estás buscando una ruina)
(Bájate de la moto)
(Que no hay nada en la—)
(Que te calles, coño)
(Venga, llévate la moto, pero dame la—)
(¿Vente pa' acá?)
(Venga, coño)
(Vamos)
2012, Jarfaiter
Las Leyendas del Valle primo
Cuando era un canijo su abuela le dijo
Trata bien a las mujeres besando un crucifijo
Pero con 18 ya tenía tres hijos
Y solo alimentó a uno dando palos a los pijos
Buscando cobijo, entrando en el ajo
Arrancando pendientes de oro de cuajo
Era un chico un majo pero era su trabajo
Y a pesar de esto nunca pudo contar fajos
No le dieron pastis, se mató el solito
Demasiao' caballo pa' sus diecinueve añitos
Yace boca abajo en el [?]
Esta es otra historia del Tiétar y sus mitos
Esta es otra historia del Tiétar y sus mitos
Las Leyendas del Valle del Tiétar, primo
Jarfaiter, 2012 compadre
Esta canción va dedicada al Gusa de Piedralaves
Y a todos los delincuentes juveniles que se buscaban la vida en los ochenta
As Lendas do Vale
Sim, as Lendas do Vale, primo
Uma homenagem sincera
Jarfaiter, sim
Escuta isso
Nunca teve as coisas muito claras
Com quinze andava com seringas e colheres
Vivia com a avó, os pais não estavam
Às vezes ganhava um soco na cara
Jovem pirata do assalto
Fez mil viagens a Madrid pra fazer alunissagens
Com a espada das latas esvaziava os garagens
Peças desse quebra-cabeça talvez nunca se encaixem
Na rua aprendeu os valores
Enquanto a heroína levava os melhores
Um tema dos Chichos, um ramo de flores
Oitenta e duas fugas dos centros de menores
Foram perdedores, os Guardas Civis
Esvaziando carregadores de seus fuzis
Nunca o alcançaram, mas em seus desfiles
Medalhas por matar delinquentes juvenis
Filhos da puta, esse tema é baseado em fatos reais, desde Piedralaves
(Vai, seu otário, o dinheiro)
(Não tenho nada)
(Não se faça de esperto ou eu te arrebento)
(Vamos, me dá o dinheiro que você tem dos giros)
(Que não tenho giros, só entrego correio ordinário)
(Que você tá se metendo em encrenca)
(Desce da moto)
(Que não tem nada na—)
(Que você se cale, caralho)
(Vai, leva a moto, mas me dá a—)
(Vem pra cá?)
(Vai, caralho)
(Vamos)
2012, Jarfaiter
As Lendas do Vale, primo
Quando era um moleque, a avó lhe disse
Trate bem as mulheres, beijando um crucifixo
Mas com 18 já tinha três filhos
E só alimentou um, batendo nos playboys
Procurando abrigo, entrando na jogada
Arrancando brincos de ouro na cara
Era um garoto legal, mas era seu trabalho
E apesar disso nunca pôde contar grana
Não lhe deram droga, se matou sozinho
Demais cavalo pra seus dezenove aninhos
Jaz de bruços no [?]
Essa é outra história do Tiétar e seus mitos
Essa é outra história do Tiétar e seus mitos
As Lendas do Vale do Tiétar, primo
Jarfaiter, 2012, camarada
Essa canção é dedicada ao Gusa de Piedralaves
E a todos os delinquentes juvenis que se viravam nos anos oitenta