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Açoita-cavalo

Jari Terres

Letra

    Os ventos sabem do verde na tua copa cinzenta
    E da lua quando cheia prateando tua ramagem
    Meu velho açoita-cavalo parece que está partindo
    Quando o sol quase caindo vem espichar tua imagem

    Quem te plantou nesta terra, sabia tua semente
    E tua intenção copada de ser sombra de verão
    Quem te deu planos de terra nesta razão mais fecunda
    Pra ter raízes profundas, enraízadas neste chão

    É tempo de um barreiro erguer rancho em tua copa
    Com barros recém pisados dos cascos da cavalhada
    Chegou tarde a primavera, chuvosa depois da estiagem
    E te pintou na paisagem, com flores amareladas

    Solito bebes a sanga do lado esquerdo do rancho
    E recebes as abelhas sem se importar de onde vem
    Canta milongas de vento quando lhe dobram os braços
    E segue buscando espaço, que o céu inteiro não tem

    Do alto de tua copa, o pago é bem mais distante
    E a cena das despedidas bem na porta do galpão
    Tem açoite nos seus galhos, que se abrem desparelhos
    Que viram cabo de relho, te dando o nome e razão

    Açoita-cavalo antigo de copa cinza prateadas
    Ouvi cantarem teu nome num verso dizendo assim
    Talvez igual outros tantos, que cruzaram este caminho
    Passes a vida sozinho, mas sombreando ela pra mim


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