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Canto de Lida e Tempo

Jari Terres

Letra

    Cambona, ronco de mate, gorjeios no pensamento
    Assovios, canto de galo, cheiro de campo nos ventos
    Do lusco-fusco pra o dia, o laço volta pra os tentos
    Do lusco-fusco pra o dia, o laço volta pra os tentos

    Relinchos junto ao baldrame, do Colorado e o Rosilho
    Cuidando os gestos do dono, pulindo a tulha do milho
    Ritual que começa o dia pelos cavalos que encilho
    Ritual que começa o dia pelos cavalos que encilho

    Quem não tem mais que os arreios, dois pingos para encilhar
    Um poncho e os corredores, lonjuras para estradear
    É um galardão ser campeiro, ter um galpão pra voltar
    É um galardão ser campeiro, ter um galpão pra voltar

    Cachorrada inseparável, de orelhas tesas, alerta
    Dialogando num olhar, expressões de estima certa
    Pura irmandade campeira que só o galpão acoberta
    Pura irmandade campeira que só o galpão acoberta

    Recorridas de rodeios, a tarde amansa o vento
    Trote suado a contra-rastro, querências no pensamento
    Do lusco-fusco pra noite o laço apeia dos tentos
    Do lusco-fusco pra noite o laço apeia dos tentos

    Quem não tem mais que os arreios, dois pingos para encilhar
    Um poncho e os corredores, lonjuras para estradear
    É um galardão ser campeiro, ter um galpão pra voltar
    É um galardão ser campeiro, ter um galpão pra voltar

    Composição: Eron Vaz Mattos / Jari Terres. Essa informação está errada? Nos avise.

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