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De Rédeas Na Mão

Jari Terres

Letra

    Nos olhos tristes dos homens humildes
    Que ergueram querências para todos nós
    Há uma denúncia de pátria morrendo
    E o tempo gemendo no timbre da voz

    Criaram a pátria mimada no colo
    Raízes no solo, taquaras ao vento
    Iguais sinamomos com ocos da vida
    A casca franzida, roídas por dentro

    Vontade cansada, fraquejam os brios
    Nos rostos sombrios, barbas de moirão
    No gesto, a amplidão de várzea pampeana
    E mel de lixiguana no coração
    No gesto, a amplidão de várzea pampeana
    E mel de lixiguana no coração

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    Opacas auroras num mate lavado
    Fogão apagado, cambona que esfria
    Morada vazia, adeus na porteira
    E a vida povoeira pro resto dos dias

    São tantos olhares e mão calejadas
    Perdidos na estrada de um rumo melhor
    Cresceram saudades, minguando esperança
    E a vida se canda lambendo o suor

    Tisnaram os sonhos dos nobres rurais
    Esteios morais deste sul brasileiro
    Semearam taperas, trocaram valores
    Pelos corredores, se mudam campeiros
    Semearam taperas, trocaram valores
    Pelos corredores, se mudam campeiros

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    É desses humildes que falam meu verso
    Por ele, converso chamando a razão
    Respeitem o jeito de um ser de a cavalo
    Eu sei do que falo, tenho rédeas na mão

    Composição: Eron Vaz Mattos / Everson Maré e Jari Terres. Essa informação está errada? Nos avise.

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