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Galponeando Chuva e Frio

Jari Terres

Letra

    O dia surgiu nas sombras
    Na garupa do aguaceiro
    Trançando buçal de prata
    Com água e ventos pampeiros
    E amanheceu de alpargatas
    Mateando ao pé do braseiro.

    Um céu de osco fumaça
    Pintou inteiro a manhã
    Enquanto o galpão proseava
    Em coro ao vocal das rãs
    Um vento frio desmanchava
    As copas do tarumã.

    Dia e noite, noite e dia
    Chove a chuva corre o rio
    Roda o rodeio da vida
    No sol quente ou dia frio.

    A tarde se foi as grimpas
    Quando a noite enraizou
    Num galpão armado pampa
    Com nostalgia emprenhou
    A tristeza dá saudade
    Aos olhos de quem cantou.

    O céu negro azul profundo
    Carrapateou-se de estrelas
    Que a viver tremer luzindo
    Faz sonhar quem percebê-la
    No rancho o galpão é alma
    E a noite pra entender-lhas.

    Composição: Diego Espindola / Marco Aurélio Campos. Essa informação está errada? Nos avise.

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