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Ritual de Campo e Querência

Jari Terres

Letra

    Linda florzita campeira
    Com choro da madrugada
    Costeando o calmo da aguada
    Na manhãzita parida
    Sombreiro em aba batida
    Desenha a sombra do campo
    E um coloreado de manto
    Surge na taipa comprida

    É mais um taura que chega
    E, ao longe, boleia a perna
    Numa coxilha que inverna
    Boiada gorda de estado
    Põe colorido ao banhado
    Nas flores da corticeira
    E alumbra sobre a porteira
    Algum ranchito barreado

    Ritual de campo e querência
    Com olhos de estância antiga
    Rio grande que benze a lida
    Na pampa que o sul desperta
    Fronteira com alma aberta
    Na mansidão das canhadas

    E a vida nas campereadas
    Que a alma grande liberta
    Ritual de campo e querência
    Com olhos de estância antiga
    Rio grande que benze a lida
    Na pampa que o sul desperta

    Fronteira mostra o retoço
    No vasto de uma invernada
    Mandando lombo a potrada
    Que miro lá do potreiro
    Quase me saca do arreio
    Quando se nega a picaça
    Do vulto de uma carcaça
    Banquei a rédea no freio

    Firmando a sola do estribo
    Ajeito o corpo no basto
    E um farejado no pasto
    Desperta, adiante, o ovelheiro
    Algum sorrito matreiro
    Campeando um rastro perdido
    Ao longe, vem entretido
    No amanhecer de um cordeiro


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