Southern Cross
Hey, do you know where you're going?
Have you noticed its snowing,
Although it is June?
They, said your weakness was growing,
That your rapture was showing,
Just a little too soon.
But under these mountains,
The nights and the shadows grow long.
The stars up above you feel wrong.
This is not your sky.
Pray, to a strange constellation.
Thank God for your isolation,
This forever goodbye.
Dawn, throws its light on the covers.
In this bed there's another,
Asleep at your side.
Gone, the embrace of a lover,
And the fire you discovered,
Already has died.
Her body recoils,
As your hand goes to touch her again.
She's a temple that won't let you in.
At her side you're alone.
On her back is the same constellation,
Confirming your alienation.
No this flesh is not home.
You, carry a vague conviction,
This life rose from an eviction,
Out of your homeland.
True, but it's also addiction,
To this soft crucifixion,
Under these foreign hands.
And like all Christs before you,
You kneel down beneath the night sky,
To look into your father's eyes,
And only feel lost.
Crucified to a strange constellation,
A new king awaits coronation,
But there will be no great revelation,
Your journey is your destination,
And discomfort could be your salvation,
Here, under the Southern Cross.
Cruz do Sul
Ei, você sabe pra onde tá indo?
Percebeu que tá nevando,
Mesmo sendo junho?
Disseram que sua fraqueza tá aumentando,
Que sua alegria tá transparecendo,
Só um pouco cedo demais.
Mas sob essas montanhas,
As noites e as sombras se alongam.
As estrelas acima de você parecem erradas.
Esse não é seu céu.
Reze, para uma constelação estranha.
Agradeça a Deus pela sua solidão,
Esse adeus eterno.
A aurora, joga sua luz sobre os lençóis.
Nesta cama tem outro,
Dormindo ao seu lado.
Foi-se, o abraço de um amante,
E o fogo que você descobriu,
Já se apagou.
O corpo dela se encolhe,
Enquanto sua mão vai tocá-la de novo.
Ela é um templo que não te deixa entrar.
Ao lado dela você tá sozinho.
Nas costas dela tá a mesma constelação,
Confirmando sua alienação.
Não, essa carne não é lar.
Você, carrega uma vaga convicção,
Essa vida surgiu de uma expulsão,
Fora da sua terra natal.
Verdade, mas também é uma adição,
A essa suave crucificação,
Sob essas mãos estrangeiras.
E como todos os Cristos antes de você,
Você se ajoelha sob o céu noturno,
Pra olhar nos olhos do seu pai,
E só se sentir perdido.
Crucificado a uma constelação estranha,
Um novo rei aguarda a coroação,
Mas não haverá grande revelação,
Sua jornada é seu destino,
E o desconforto pode ser sua salvação,
Aqui, sob a Cruz do Sul.