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A Rainha da África

Javier Ruibal

La Reina de África

¿De dónde sales tú?
¿Qué está pasando en Cádiz?
No se ven negras tan guapas
ni en Carnavales.
La reina de África por la Alameda
pasó volviéndome loco
con sus caderas.

Tendrían que poner
de tu puerta hasta la mía
una vereda de juncos
y de palmeras
y una choza de bambú junto a la playa
pa' que te sientas en casa
y no te vayas.

La reina de África vino
y puso el muelle en pie,
y todo se paró,
desde la estiba hasta el contrabando.
La diosa de ébano vivo
paraba la ciudad
sentada sobre la blanca
baranda del Balneario.

¿Qué rumbo caprichoso tiene el amor?
¿Qué sabe nadie,
si cambia tu corazón
como cambia el aire?
Mira si te diera a ti una levantera
y, sin pensarlo dos veces,
tú me quisieras.

Por un poquito de tu amor,
me voy contigo a Mombasa:
yo desamarro una noche
el Vapor del Puerto,
de oloroso y fino lleno la bodega
y no quiero más que tus ojos
y las estrellas.

A Rainha da África

De onde você sai?
O que tá rolando em Cádiz?
Não se vê negras tão lindas
nem no Carnaval.
A rainha da África pela Alameda
passou me deixando doido
com suas coxas.

Deveriam colocar
uma calçada de juncos
na sua porta até a minha
e de palmeiras
uma cabana de bambu perto da praia
pra você se sentir em casa
e não ir embora.

A rainha da África chegou
e levantou o cais,
e tudo parou,
depois da carga até o contrabando.
A deusa de ébano vivo
parava a cidade
sentada na branca
balaustrada do Balneário.

Que rumo maluco tem o amor?
O que alguém sabe,
se muda seu coração
como muda o vento?
Olha se eu te desse uma brisa
e, sem pensar duas vezes,
você me quisesse.

Por um pouquinho do seu amor,
vou com você pra Mombasa:
eu desamarro uma noite
o Vapor do Porto,
de cheiroso e fino encho a bodega
e não quero mais que seus olhos
e as estrelas.

Composição: Javier Ruibál