395px

Sem Ir Embora

Javier & Amis

Sin Irnos

Te sentaste tan cerca, que tu belleza, con tus cruces de piernas
Con ese arte, que no se aprende, ni se enseña
Que en tus gestos, olvido todos los domingos rezados
Que sin saber tu nombre, sin ser pronunciado
Me quise quedar en el borde, sin ser tocado

Y es que hay abrazos, que no sean dado
Pero curan igual que un beso robado
Que hay mujeres que son canción
Aunque nunca hayan cantado
Y si esto no es amor, que no lo sea
Pero que me vuelva a pasar
Para sentirte ser amado

Ella me hablaba con gestos, y yo con las manos
Como dos fugitivos buscados, pero jamás encontrados
Con su vestido verde mostaza y sus dudas dormidas
Y yo, con mis derrotas envueltas en poesía
Sentados sin miedo, sin romper nuestro silencio
Que el alma aprende a callar aquellas promesas
De todo aquello amado

A veces la vida se sienta a tu lado
Te toma de la mano
Y te enseña que amar, no siempre es lo amado
Que nos fuimos sin irnos, quedando todo grabado
Y el aire nos dijo: Esto fue lo esperado

Yo no sé si era un ángel, una musa o un reflejo
Pero desde ese día escribo mis poemas más lento
Porque hay almas que salvan al sentimiento
De quien te conoce, sin mirar hacia adentro

Ahora paso por aquel banco de tardes vencidas
Me siento un segundo, por si regresa la vida
Sin nombrarte, sin llamarte, solo recordándote
Por si sigues estando conmigo

Sem Ir Embora

Você se sentou tão perto, que sua beleza, com suas pernas cruzadas
Com essa arte, que não se aprende, nem se ensina
Que em seus gestos, esqueço todos os domingos rezados
Que sem saber seu nome, sem ser pronunciado
Quis ficar na beira, sem ser tocado

E é que há abraços, que não são dados
Mas curam igual a um beijo roubado
Que há mulheres que são canção
Mesmo nunca tendo cantado
E se isso não é amor, que não seja
Mas que me aconteça de novo
Para sentir que sou amado

Ela me falava com gestos, e eu com as mãos
Como dois fugitivos procurados, mas nunca encontrados
Com seu vestido verde mostarda e suas dúvidas adormecidas
E eu, com minhas derrotas envoltas em poesia
Sentados sem medo, sem quebrar nosso silêncio
Que a alma aprende a calar aquelas promessas
De tudo que foi amado

Às vezes a vida se senta ao seu lado
Te pega pela mão
E te ensina que amar, nem sempre é o amado
Que fomos sem ir, deixando tudo gravado
E o ar nos disse: Isso foi o esperado

Eu não sei se era um anjo, uma musa ou um reflexo
Mas desde aquele dia escrevo meus poemas mais devagar
Porque há almas que salvam o sentimento
De quem te conhece, sem olhar pra dentro

Agora passo por aquele banco de tardes vencidas
Me sento um segundo, caso a vida retorne
Sem te nomear, sem te chamar, só te lembrando
Por se você ainda estiver comigo

Composição: Javier López Olmos