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Rezo a prece inaugural
Do payador das missões
Que amanheceu nos fogões
Sobre um couro de bagual
Enquanto ouvia um sorçal
Floreando um hino de guerra
Na melodia que encerra
A origem dos instrumentos
E o Tupã, senhor dos ventos
Benzia os cantos da terra

De onde venho? Pra onde vou?
O que não sabe, adivinha
Venho de riba da linha
Lá, onde a pátria se gerou
O rio Uruguai berrou
E fez que a terra se abrisse
E dali, o guasca surgisse
Sobre o lombo do cavalo
Volteando a história de um pialo
Pra que o gaúcho existisse

Morri, mas ressuscitei
Das cinzas da minha fé
O sangue de São Sepé
Me fez santo, eu me fiz rei
Gaucho me transformei
Num barbaresco improviso
E, ali no chão impreciso
De parceria com o vento
Sou hoje, o prolongamento
Do chão sagrado onde piso

Composição: Jayme Caetano Braun. Essa informação está errada? Nos avise.

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