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Heranças
Jayme Caetano Braun
Legados
Heranças
Está lloviendo, me encuentro en mi galpón de espinilloEstá chovendo, eu mateio, no meu galpão de espinilho
Amplío la mente del vaquero errante y me pierdo recordandoAlargo a mente de xiru andarilho e me perco a rememoriar
De dónde viene esta ansiedad ruda de cambiar de rumboDe adonde veio esta ansiedade xucra de mudar de trilho
Y esta fuerte tendencia de desviarse del río crecidoE essa tendência braba de bandear rio cheio
La acordeón llora en los bajos y en las islasEstá chorando a cordeona nos baixos e nas ilheiras
Y el mate amargo me habla de fronteras, de lanzasE o mate amargo me fala de fronteiras, de lanças
De clarines y de lloronas, de mi destino de guardiánDe clarins e de choronas, do meu destino de guardião
De esas banderas que fueron glorias de las tierras gauchasDessas bandeiras que foram glórias das querências chimarronas
Pingo, acordeón y lluvia, tres legados que no tienen dueñoPingo, cordeona e chuva, três heranças que não tem dono
Ni señal, ni marca, ni tierra natal, ni jurisdicciónNem sinal, nem marca, nem querência, nem comarca
Pero son mis cargas de tropezar con recuerdosMas são meus fletes de tropear lembranças
Mi caballo está relinchando y se agrandan las pupilasMeu pingo está relinchando e se agrandam as retinas
De las inquietudes del vaquero valienteDas inquietudes de xiru brasinas
Cuando recuerda que vivió peleandoQuando se lembra que viveu peleando
En compañía de este hermano de crinesDe parceria com este irmão de crinas
¡Hoy un pretexto para morir cantando!Hoje um pretexto pra morrer cantando!



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